quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

8 anos de Governo ótimo e imprensa péssima

8 anos de Governo ótimo e imprensa péssima

O que seria dos historiadores, no futuro, que não viveram estes anos, e que dependessem das páginas do jornais, revistas e "reporcagens" de TV para analisar os 8 anos de governo Lula?

De cara encontrariam um sério problema. Leriam notícias negativas, alarmistas, caóticas, catastróficas, de cabo a rabo, durante os 8 anos de governo, mas contraditoriamente encontrariam notícias sobre resultados de pesquisas mostrando 96% de aprovação, sendo que 84% consideram ótimo e bom o governo. E ainda constatariam que conseguiu eleger sua sucessora, estreante como candidata em eleições, vencendo adversários veteranos e experientes que contavam com apoio do poder econômico, do capital estrangeiro, e da unanimidade do chamado quarto-poder: a dita grande imprensa.

Os historiadores teriam a internet, cuja blogosfera fez seu contraponto, a imprensa alternativa, a imprensa oficial, para pesquisar, mas teriam que vasculhar e estudar minuciosamente documentos, decretos, atas, liberações do orçamento, relatórios de aprovação do TCU (o noticiário só noticia uma meia-dúzia de obras quando apontam problemas, esquecendo dos milhares de obras aprovadas), etc. Para facilitar um pouco, e para prestar contas a quem de direito: o povo, o governo fez uma compilação de tudo o que foi feito, em cada ministério, nos 8 anos de governo, e registrou em cartório.

Não deixa de ser uma situação desmoralizante para a dita grande imprensa brasileira, pois uma imprensa decente, teria registrado em suas páginas e vídeos a informação do que ocorreu de fato nestes 8 anos.

Os 8 anos de "reporcagens" do PIG (Partido da Imprensa Golpista) estão enterrados no lixo da história. Ou melhor, estão na galeria dos horrores da história, como o holocausto, e coisas do gênero.

Veja, Estadão, Folha e Globo entram para a história ao lado da imprensa infame racista da África da Sul no tempo do Apartheid, ao lado da imprensa racista do Sul do EUA na antes dos direitos civis, ao lado da imprensa fascista da Itália que bajulava Mussolini, ao lado da imprensa nazista da Alemanha na época de Hitler.

Globo, Veja, Folha e Estadão entram para a galeria dos vexames da história ao lado da imprensa dócil e chapa-branca à ditadura brasileira que apoiou e deu sustentação ao golpe de estado de 1964, que bajularam a ditadura e os vendilhões da pátria dos governos demo-tucanos, em troco de benesses econômicas governamentais... ôpa... entram ao lado delas mesmas, pois a imprensa golpista da ditadura e dos vendilhões da pátria é a mesma de hoje: Globo, Veja, Estadão, Folha.

domingo, 12 de dezembro de 2010

O legado de Lula e os desafios do novo governo

O legado de Lula e os desafios do novo governo
Ao tomar posse, Dilma herdará dois Brasis: um repleto de conquistas e outro que precisa de ajustes econômicos, políticos e sociais

Quando colocar a faixa presidencial sobre o ombro de Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva estará entregando à sucessora um governo e dois países bem distintos. Há um Brasil repleto de conquistas econômicas, políticas e sociais que precisam ser mantidas ou ampliadas. É o Brasil que pede pé embaixo no acelerador. E há outro Brasil precisando de ajustes econômicos, políticos e sociais, alguns deles urgentes. É o Brasil do freio de arrumação. Administrar esta contradição, com o agravante de que seu antecessor é seu padrinho político, constitui o grande desafio da presidenta eleita.

O Brasil do pé embaixo no acelerador deverá encerrar 2010 com um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) acima de 7%, a maior alta registrada desde os anos 70. A taxa de desemprego das principais regiões metropolitanas, que em 2002 beirava os 12%, praticamente caiu à metade nos últimos oito anos. No mesmo período, o salário mínimo mais do que dobrou. O número de beneficiários dos programas sociais quadruplicou. Cerca de 32 milhões de brasileiros foram incorporados à classe média. A compra de carros e imóveis disparou.
Dilma ao lado de Lula, antes da primeira entrevista depois de eleita
Dilma iniciará seu mandato sem nenhuma crise econômica à vista. O País quitou o que devia ao Fundo Monetário Internacional. Tornou-se um credor, deixando para trás a marca da dívida externa como uma mancha perene sobre a sua economia. Receberá ainda o estímulo adicional de bilhões de dólares a serem gastos com a exploração do petróleo do pré-sal e com as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

 A tais ingredientes, somam-se outros, como a redução da natalidade e o chamado bônus demográfico - quando a maior parte da população economicamente ativa supera largamente a de dependentes, composta por idosos e crianças. É uma condição propícia ao desenvolvimento de uma economia. Por exemplo, a reconstrução da Europa e do Japão, no período do pós-guerra, foi facilitada pelo fato de ambas as regiões passarem por um bônus demográfico.

Esses dados alimentam a avaliação de que o Brasil tem condições de se sobressair na cena internacional nos próximos anos. Para o Nobel de economia Edward Prescott, “o Brasil entrará no rol dos países industrializados e será uma nação rica”.

O Brasil do pé embaixo no acelerador foi construído sem a utilização de todas as boas práticas de gestão pública. Resultado: caiu no colo de Dilma Rousseff a tarefa de corrigir vários erros que parecem pequenos hoje, mas que podem se tornar graves se nada for feito. Especialistas em administração pública acreditam que Dilma precisará recorrer ao freio de arrumação em várias áreas. Serão freadas parcimoniosas, mas firmes. Essenciais para que o Brasil não saia dos trilhos, perdendo-se numa espiral inflacionária. A durabilidade do avanço dependerá de alguns fatores, como a preservação do alicerce da estabilidade macroeconômica e a promoção de reformas estruturais que sustentem o crescimento do País.

Dilma assumirá um governo marcado pelo inchaço da máquina pública e pela necessidade cada vez mais intensa de um ajuste fiscal. Apesar dos avanços obtidos nos últimos anos, há contas históricas a serem cobradas: o Brasil ainda detém o terceiro pior índice de desigualdade do mundo. Metade da população não tem rede de esgoto, a educação foi universalizada, mas continua de baixa qualidade, e os impostos estão entre os mais altos do mundo.

A petista já avisou que quer fazer da erradicação da miséria sua maior bandeira de governo. Isso significa tirar, em quatro anos, 18 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, segundo Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Além disso, existem problemas conjunturais a resolver. O País precisa modernizar sua infraestrutura para manter o ritmo de crescimento, bem como qualificar melhor sua mão de obra, se quiser atender às exigências de competitividade de uma economia que está saindo do modelo agrícola e industrial para uma economia de serviços.

Agendas não enfrentadas no governo Lula precisarão ser retomadas no governo Dilma, como as reformas tributária, previdenciária e política. Armadilhas como a elevação do gasto público e a necessidade de redução das taxas de juros também precisarão ser desarmadas. E Dilma deverá ter habilidade suficiente para implementar as correções sem desagradar as bases políticas ligadas ao seu padrinho, um lider que deixa o governo com quase 80% de aprovação, segundo dados do instituto Vox Populi.

Sua capacidade de pisar no freio dependerá basicamente da qualidade do relacionamento que estabelecer com a base governistano Congresso Nacional. Dilma assume com maioria inédita na Câmara dos deputados e no Senado Federal. Numericamente, tem condições de aprovar qualquer projeto de lei e mesmo emendas à Constituição. Mas política não é matemática. É na montagem do novo governo que residem as garantias de que os partidos aliados vão apoiá-la em votações estratégicas. A presidenta eleita terá de buscar uma fórmula para contentar o PMDB, ao mesmo tempo em que será obrigada a agir para conter o apetite de seu próprio partido.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Rumo ao interior: Trem-bala e o eixo Rio-Campinas

Reproduzo artigo de Rodrigo Vianna

No próximo dia 29 – a 30 dias do fim do governo – deve ocorrer a maior licitação da Era Lula: R$33 bilhões é o preço mínimo da licitação do trem-bala entre Rio e São Paulo.

Eu disse entre Rio e São Paulo? Esse é um erro comum. Mas a verdade é outra: no projeto do moderno trem, São Paulo é “apenas” passagem. O velho eixo Rio-SP já não dá conta da diversidade do Brasil. É sim-bólico que o traçado do novo trem seja Rio-Campinas, com paradas no Vale do Paraíba e na capital paulista.

Símbolo, eu diria, de um País que avança para o interior. Durante quatro séculos, incluindo os 300 anos de colonização portuguesa, as principais cidades brasileiras ficavam – todas elas – em nossa imensa Costa Atlântica. Só no limiar do século 20 é que o Brasil – já republicano – veria sua primeira metrópole longe (mas nem tão longe) do litoral: São Paulo. Depois, viriam Belo Horizonte e – graças ao planejamento dos anos JK – Brasília. Durante a ditadura, nova metrópole longe do litoral: Manaus, cidade encravada no meio da Floresta Amazônica. Até hoje me surpreendo quando chego de avião à capital amazonense. É espantoso ver a dimensão daquela cidade (cheia de problemas, diga-se) que os brasileiros foram capazes de construir.

O traçado do trem-bala é o reconhecimento desse Brasil que caminha – a passos lentos, mas sem retorno – para o interior. O trem ajuda a estruturar e a ampliar esse eixo que já foi Rio-SP, mas hoje avançou 100 quilômetros rumo ao interior paulista.

Um eixo que terá, numa das pontas, o atrativo do turismo carioca e da fortíssima indústria do petróleo (a restaurar, espera-se, o vigor da economia fluminense). E, na outra ponta, o agronegócio, a indústria e os centros de inovação do interior paulista (Campinas, lembremos, é polo de conhecimento e inovação – com a Unicamp).

Por fim, é bom não esquecer, o Vale do Paraíba, onde o trem deve parar, é sede da indústria de aviação brasileira (e também um território de inovação e conhecimento, com o ITA).

Simbólico que o trem passe por uma área que já foi tomada pelos cafezais no século 19. Os morros vale-paraibanos sem vegetação (a mata foi derrubada pra ceder lugar ao café) são testemunho daquela época. Sobraram os pastos e algumas belas fazendas – históricas – que vale a pena conhecer, tanto do lado fluminense como do lado paulista.

Dali partia o café que sustentou a República Velha e que forneceria os capitais para a incipiente industrialização paulista no entre-guerras do século 20. Agora, esse pode ser o eixo da nova economia do século 21. E a capital paulista? Virou passagem. Cidade de serviços (mais do que indústria), São Paulo vai mediar os contatos entre Rio e Campinas. São Paulo seguirá importante. Mas é simbólico – também – que o projeto do trem-bala Rio-Campinas seja obra de um governo (de Dilma) que deve ser o primeiro em 16 anos a afastar a centralidade paulista do poder.

Leio que esse ramal do trem-bala (que pode ser construído por coreanos – seriam os favoritos pra vencer a concorrência) seria apenas o primeiro. Serviria, no futuro próximo, como espinha dorsal para outros trechos a unir Brasília e Belo Horizonte: uma poderosa rede ferroviária do século 21. Desde a liquidação da RFFSA, o transporte por trens no Brasil concentrou-se no setor de carga. A malha serve, basicamente, como escoadouro para exportações.

O trem-bala põe os brasileiros de volta nos trilhos. Dinheiro e incentivo públicos serão necessários – reclamam os puristas da iniciativa privada. Ah, é? E qual foi o projeto importante no Brasil que prescindiu da mão forte do Estado?

Sem a indução estatal, não haveria indústria pesada, não haveria Petrobras, não haveria Brasília, Manaus. O trem-bala pode ser a marca de um Brasil que avance para o interior não apenas pra abrir novas fronteiras agrícolas a serviço do agronegócio exportador. Não. Pode ser o eixo de um novo ciclo de desenvolvimento onde caiba inovação, tecnologia, serviços, indústria de ponta. Tudo isso com mais Educação, e salários melhores.

O Brasil não deve se contentar com o papel de “fazenda” a alimentar europeus e chineses. Sem abrir mão da riqueza agrícola, é possível construir agora um País múltiplo: com petróleo, etanol, ferro, carros, navios, aviões, chips e computadores.

Pela primeira vez, desde que me entendo por gente, olho pra frente e não vejo “crise” e “medo”. Mas esperança de um País melhor. Partes do Nordeste, do Norte amazônico e do Sul brasileiros podem (devem!) também criar seus polos de inovação.

Um desafio e tanto! E o mais interessante: é possível fazer tudo isso sem “Estado Novo”. Sem milicos nem “Brasil Grande”. Com democracia e liberdade.

Rodrigo Vianna é historiador formado pela FFLCH (USP) e é jornalista há 20 anos. Já trabalhou na Folha de S. Paulo, na TV Cultura, na TV Globo, e hoje está na TV Record de São Paulo

terça-feira, 16 de novembro de 2010

“Eu quero a banda larga”

Reproduzo artigo de: Altamiro Borges

As eleições presidenciais mostraram mais uma vez, para quem ainda nutria ilusões, que a mídia oligárquica é uma grande inimiga do povo brasileiro. Ela fez de tudo para garantir a vitória de José Serra, o candidato da direita neoliberal. Produziu factóides, difamou reputações, estimulou os piores preconceitos religiosos e morais – em síntese, realizou uma das campanhas mais sujas da história do país. Apesar das manipulações, o povo derrotou o demotucano e sua mídia venal.

Agora, é preciso extrair as lições desta contenda. A direita perdeu a batalha, mas não desistiu da guerra. Ela continuará tentando manipular corações e mentes. Para evitar futuras derrotas, o povo precisará avançar na sua politização, mobilização e organização. Uma frente decisiva neste rumo é exatamente o da luta pela democratização dos meios de comunicação. Enquanto persistir o latifúndio da mídia, controlado por de meia dúzia de famílias, a nossa luta será bem mais difícil.

O direito universal à internet

Nesse processo de acumulação de forças, ganha destaque a batalha pela imediata implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) para garantir a universalização do direito à internet de alta velocidade para toda a sociedade. Fruto da pressão social, o governo Lula anunciou recentemente investimentos de R$ 13,2 bilhões num plano com a meta de atingir 40 milhões de casas conectadas com banda larga até 2014 – com um custo unitário que varia de R$ 15 a R$ 35.

O plano tem suas limitações, mas representa um enorme passo para democratizar a informação e a cultura. O acesso à banda larga estimulará meios alternativos de comunicação, garantirá maior interatividade entre as pessoas e pode ajudar a despertar o senso crítico na sociedade. Na batalha eleitoral, a internet já serviu como contraponto à manipulação dos barões da mídia. No mundo atual, quem não tiver acesso à internet será um novo tipo de marginalizado – o excluído digital.

A violenta resistência dos poderosos

As corporações que dominam a mídia já perceberam o perigo do PNBL. Por razões econômicas e políticas, as multinacionais da telefonia (Claro, OI, Vivo, Telefônica) e os feudos da radiodifusão (TV Globo e outras) já declararam guerra ao plano do governo. Eles não aceitam a Telebrás, uma estatal recriada para garantir o acesso às fibras óticas da internet. Temem perder seus lucros, sua audiência e seu poder político de manipulação da sociedade.

As empresas capitalistas não têm qualquer compromisso com o povo, com a real democratização da informação e da cultura. A internet no Brasil é uma das piores do mundo – cara, lenta e de má qualidade. Até o final de 2009, somente 21% das residências possuíam acesso à internet no país. As operadoras enganam o consumidor, anunciando velocidades que não entregam. O custo é dos mais elevados. Na Rússia, ele corresponde a 1,68% da renda per capita; no Japão, a 0,5%; já no Brasil, o seu custo suga o equivalente a 4,5% da renda mensal. Um verdadeiro roubo!

A urgência da pressão social

Apesar das evidências do atraso do Brasil no acesso à internet, as poderosas empresas não estão dispostas a perder seus privilégios. Elas não têm qualquer compromisso com a inclusão digital, com a garantia da universalização deste direito. Farão de tudo para barrar o PNBL, para sabotar a Telebrás e para manter o serviço como fonte de lucro, destinado às elites. Para os capitalistas, a internet é mercadoria e só terá acesso a ela quem tiver grana para pagar. O povo que se dane!

Para os movimentos sociais, a luta pelo PNBL ganha relevo. Ele permite democratizar os meios de comunicação, possibilita estimular o desenvolvimento cultural e impulsiona a luta contra a exclusão social - e digital. A exemplo de outras batalhas estratégicas, como a da reforma agrária, a luta pela banda larga se encaixa na mobilização pela ampliação da democracia. Ela é decisiva no processo de acumulação de forças dos movimentos sociais contra a exploração e opressão.

* Artigo publicado no Jornal do MST.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

GLOBO E VEJA: DERROTADOS DA ELEIÇÃO

Reproduzo dois artigos de Marco Antonio Araujo, publicados no blog O provocador:

Globo: o altar do sacrifício perdeu

As Organizações Globo agiram como um partido de oposição durante as eleições que levaram Dilma Rousseff à presidência da República.

Preferiam continuar aliados ao candidato das elites, como sempre estiveram durante a ditadura militar e os governos Collor, Itamar e FHC. Mas perdeu, playboy.

O jornal O Globo virou um panfleto diário. Sem nenhum pudor, estampou um ódio incontido ao governo Lula e à sua candidata. Mas foi na bancada do Jornal Nacional que se ergueu o altar do sacrifício petista.

O padrão Globo de qualidade é fácil de entender. Consiste em tratar escândalos conforme a coloração partidária e os interesses da firma.

O caso Erenice Guerra mereceu do JN 35 sangrentos minutos de reportagem só na primeira semana de repercussão. Já a denúncia envolvendo o aloprado tucano Paulo Preto teve uma única reportagem, quase nada.

Em sua entrevista de dez minutos ao vivo no JN, Dilma Rousseff ficou infinitos 4 minutos e 40 segundos respondendo sobre aborto. Mais 3 minutos e 25 segundos falando sobre a onipresente Erenice.

Ao final, teve tempo para responder a mais uma perguntinha. José Serra pode discorrer levemente sobre nove questões. Isso, sim, é tratamento diferenciado.

Com a vitória de Dilma, vai ser constrangedor o olhar de William Bonner e Fátima Bernardes. Cúmplices que são, nem vão tocar no assunto de como espremeram e destrataram a presidente eleita.

E tanta gentileza e profissionalismo com o candidato da família Marinho. Em vão.

São pagos pra isso, têm filhos para sustentar. Ok. Podem levar essa derrota pra casa. E convidar Arnaldo Jabor e Merval Pereira para jantar. Haja estômago. Mas amigos são fundamentais na hora da derrota.

VEJA NÃO FORMA MAIS OPINIÃO


Das 42 capas da revista em 2010, até as vésperas do segundo turno, dezoito continham ataques a Lula, Dilma e o PT. Quase metade da existência da Veja é dedicada a montar palanque contra o governo federal e espalhar pânico e ódio.

Ainda reclamam que não há liberdade de imprensa neste país. Terrorismo jornalístico: é isso que faz a semanal da família Civita.

É uma publicação que poderia ter a honestidade de se assumir como oráculo do que há de mais reacionário e perverso na direita deste país.

Mas tem essa mania feia de se travestir de revista de informação. Só se for distorcida, tendenciosa. Não fazem reportagens; fazem editoriais. Por isso é que não forma mais opinião; causa tédio. E desprezo.

E há os soldados da Editora Abril. Ou capangas, a ver. Os rancorosos Diogo Mainardi, Lauro Jardim, Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes. Escribas a soldo que insinuam termos um presidente alcoólatra, menos interessante que um “vaso sanitário”.

E que chamam distribuição de renda de Esmola-Família. Logo eles, que devem fechar o vidro do carro quando veem um pobre.

Bem feito. Foram derrotados por essa gentinha que não assina Veja.

A IDENTIDADE DILMA

Reproduzo artigo de 
Mauricio Dias2 de novembro de 2010 às 12:33h
Ao longo da campanha Dilma mostrou personalidade própria
Desde que o nome de Dilma Rousseff passou a ser sussurrado como provável candidata do PT à Presidência da República, a imprensa brasileira, quase toda comprometida com o candidato José Serra, construiu uma imagem negativa para ela.
Dilma, a primeira mulher a alcançar o cargo mais importante no País, qualificada de arrogante e mentirosa, foi comparada a um “poste”. Além de “mandona” e “terrorista”, nesse caso em referência à militância contra a ditadura militar, era vista como um zero à esquerda. Lula foi de uma ousadia incomparável ao escolher Dilma. Deu a ela a espinhosa tarefa de garantir a vitória a um governo com histórico porcentual de aprovação.
 Quem não se abalaria? Se fosse frágil, sucumbiria. Pouco se notou e se falou, no entanto, dessa coragem. A imprensa e a oposição se apro veitaram do fato de Dilma ser desconhecida. Era um “envelope fechado”, como martelavam. Ela entrou na campanha com a confiança abalada. Isso se refletiu na insegurança dos debates do primeiro turno.
“A vitória é mais do que política. O adicional do segundo turno se deve muito ao fortalecimento da imagem dela”, avalia João Francisco Meira, diretor do Vox Populi. É possível perceber (gráficos) o crescimento da petista diante do eleitor. Na entrada do segundo turno, Serra (45%) parecia mais preparado para administrar do que Dilma (42%). Após os debates, a situação mudou. À véspera da eleição, 46% do eleitorado julgava Dilma mais preparada do que Serra (41%). Na sequência, a capacidade de comando e liderança da petista superou a do tucano: ela pula de 44% para 49%; ele cai de 46% para 41%.
Importante é a questão da sinceridade. A oposição insistiu na tecla de que Dilma e o PT sempre mentiam. Para o eleitor, soberano na definição do voto, a candidata petista era mais sincera do que o tucano com boa vantagem: 48% a 36%.
É claro que Lula foi um dos atores principais desta vitória, mas, ao fim, ela desmanchou as análises de certos jornalistas e acadêmicos que se assemelham a galos de biruta. Isto é, sempre na direção do vento.
Embora tenha fracassado, essa poderosa máquina de mentiras, malícias e suposições sustentou ao longo da campanha que Dilma era a encarnação do mal, fazendo dueto com o refrão do jingle do tucano, que martelava: Serra é do bem/ Serra é do bem.
Mesmo tendo seguido o ritual de elegância com o adversário, Dilma manteve a sobriedade ao estender a mão para Serra. Evitou o sorrisinho hipócrita dessas ocasiões. Não foi por acaso que, no fim da noite da sexta-feira 29, ao encerrar na TV Globo, não disfarçou o quanto se sentia ferida: “Estou triste com a quantidade de calúnias contra mim”, disse, sem olhar para o tucano.
A firmeza é um traço da personalidade da presidente eleita. Ela mostrou, entretanto, certas ambiguidades ao longo da campanha eleitoral. Precisou, por exemplo, engolir um sapo no episódio do aborto. Era a favor da descriminalização. Recuou e, certamente, manterá o compromisso que assumiu, mas, digeriu o batráquio com dificuldade. Bom sinal. De certa forma, compreendeu as contradições da política.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma êô

a Dilma vai seguir o plano de Lula !
o Brasil continua indo para frente

domingo, 31 de outubro de 2010

Fio da História

publicada domingo, 31/10/2010 às 09:27 e atualizada domingo, 31/10/2010 às 10:43
Serra não deu as caras pela manhã nesse dia decisivo. Ele prefere a noite e as sombras. Dilma começou a jornada com um café-da-manhã simbólico em Porto Alegre: ao lado de Alceu Collares (PDT), Olívio Dutra e Tarso Genro (PT). Já escrevi aqui que Dilma é o reencontro do PT com o trabalhismo de origem varguista.
Depois de lutar contra a ditadura em organizações de esquerda marxista, Dilma optou pelo PDT quando a democracia voltou, nos aos 80. Esteve ao lado de Brizola, foi secretária de Alceu Collares no governo gaúcho. E não renega essa história, assim como não renega o passado de resistência à ditadura.
Brizola, esse grande brasileiro, costumava dizer: “venho de longe, de muito longe”. A frase tinha um sentido duplo: ele queria dizer que vinha de uma cidadezinha lá do interior gaúcho, e ao mesmo tempo que representava uma corrente de lutas enraizada no imaginário popular. Era um contraponto ao PT – que na época imaginava que as lutas populares no Brasil tinham começado em 79, com as greves do ABC.
Dilma vem de longe, sim!
Dilma representa as lutas sociais do Brasil, e poderíamos ir buscar esse fio da história lá nas lutas anti-coloniais e anti-escravistas – de Tiradentes e Zumbi. Mas fiquemos no passado mais recente. Dilma é o tenentismo que lutou contra a República Velha. Dilma é o trabalhismo de esquerda. Dilma é o nacionalismo de Vargas – com Petrobrás, BNDES e o fortalecimento do Estado. Não é à toa que o ódio da elite anti-nacional contra Vargas tenha reaparecido agora com o ódio contra Lula e Dilma.
A candidata petista vem de muito longe.
Dilma é a Campanha da Legalidade em 61 – movimento em que Brizola resistiu contra o golpe, entricheirando-se no Palácio do Piratini e convocando a Rede da Legalidade.
Dilma é Luiz Carlos Prestes. Dilma é Arraes. Dilma é Francisco Julião e suas Ligas Camponesas.
Dilma é a resistência ao Golpe de 64, a resistência à ditadura e ao AI-5. Dilma é Lamarca, é Marighella e a esquerda de armas na mão contra a ditadura. Mas Dilma é também o MDB de Ulysses e da luta pela democracia formal. Nos anos 70, parecia que essas duas vertentes não iriam se encontrar nunca. Mas elas se encontraram!
Dilma é a greve de 79. Dilma é Vila Euclides. Dilma é a Campanha das Diretas e a Constituição cidadã de 88.
Dilma é Brizola. Dilma é Lula.
Dilma vem de longe. Concentra em sua candidatura lutas históricas do povo brasileiro. Dilma é a defesa de um legado de  8 anos. Defesa de um governo que teve, sim, muitos erros. Mas significou um avanço tremendo nesse país de tradição oligárquica e conservadora.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

UNE e UBES indicam voto em Dilma

UNE e UBES indicam voto em Dilma


Reproduzo notas oficiais das duas entidades estudantis:
Nota da União Nacional dos Estudantes (UNE):

Derrotar o retrocesso neoliberal: Dilma Presidente

A União Nacional dos Estudantes tem historicamente se pautado na defesa dos interesses dos estudantes brasileiros, da educação oública e da soberania nacional. O faz compreendendo que a autonomia política é fundamental na luta pela construção de um país justo e soberano. Contudo, nos momentos de acirramento da luta política do Brasil, não nos furtamos de tomar posição e somarmos força ao campo mais progressista das forças políticas no país.

Foi assim na experiência da luta contra o nazifacismo na década de 40, na campanha do "Petróleo é nosso" que culminou com a criação da segunda maior petrolífera do mundo, a Petrobras, na campanha das "Reformas de Base" na década de 60, na resistência contra a ditadura e na redemocratização do Brasil, no "Fora Collor" e na passeata de 16 de agosto de 2005 que segurou nas ruas a tentativa de golpe.

Esse ano não é diferente. Depois de um primeiro turno em que o debate não se aprofundou de forma necessária nos projetos de Nação em disputa, nesse segundo turno temos a chance de fazê-lo e interferir ainda mais no debate. Com o cenário de polarização e o assanhamento das forças políticas mais conservadoras do país, aliadas à grande mídia, faz-se necessário o nosso posicionamento.

Durante os anos de governo FHC, com Serra no Planejamento, a lógica do desmonte do Estado e as privatizações imperavam. O desafio vivido cotidianamente pela universidade pública era o de como não desmoronar. Inúmeras IFES não conseguiam custear sequer sua manutenção. A proliferação de faculdades privadas sem qualquer regulamentação que garantisse qualidade e compromisso social por parte destas foi outra marca daquele período. O atual secretário estadual de Educação de São Paulo, Paulo Renato, era o ministro da Educação do Brasil neste período em que a educação era vista pelo governo federal mais como mercadoria, de um lucrativo negócio, do que como um direito social estratégico para o desenvolvimento nacional. Essa lógica persiste com Serra no governo de São Paulo.

É esse projeto que devemos derrotar. O compromisso dos estudantes brasileiros é com o aprofundamento da democracia no nosso país e na defesa do protagonismo do Estado brasileiro, pois somente a partir destes é possível que o povo brasileiro interfira nos rumos das políticas públicas no nosso país. Ainda, reafirmamos o nosso compromisso com o investimento de 10% do PIB na educação, impedindo que o retorno de mecanismos de contingenciamento de verbas sejam novamente utilizados como a Desvinculação das Receitas da União (DRU). Nossa disposição é fazer com que o próximo período sirva para a construção de importantes Reformas Estruturantes no Brasil, que pavimente um profundo ciclo de desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental, mas que também propicie o desenvolvimento humano da sociedade brasileira.

Assim, no ambiente de polarização que se configura na atual quadra política, é fundamental que essa geração tome posição e derrote o setor conservador representado na candidatura de Jose Serra. A Diretoria Plena da União Nacional dos Estudantes, reunida na sede do Sindicato dos Professores de São Paulo - APEOESP - e na presença de lideranças estudantis de todo o país, decide indicar o voto em Dilma Rousseff no segundo turno das eleições para a Presidência da República Federativa do Brasil.

********

Nota da União Brasileira de Estudantes Secundarista (UBES):

Contra a volta da direita privatista, a UBES quer Dilma presidente

A democracia brasileira, mais uma vez, se encontra numa encruzilhada histórica. Passados pouco mais de 20 anos do fim da ditadura militar, o povo brasileiro mais uma vez é chamado a decidir o destino de nossa Nação.

As eleições brasileiras em 2010 estão polarizadas entre um projeto privatista, que se manteve no poder por longos anos na década de 90, representando um grande retrocesso para a democracia. Tratava-se de um governo que criminalizou os movimentos sociais, sucateou a educação pública, abrindo espaço para o crescimento de universidades sem nenhum critério de qualidade, inclusive às universidades privadas, além de proibir a construção de novas escolas técnicas e vender o patrimônio nacional por meio de privatizações claramente fraudulentas, a exemplo da venda da Vale do Rio Doce.

É interessante ressaltar que essas políticas não se manifestaram apenas em âmbito federal, por onde passam os governos neoliberais e que deixam sua marca negativa. Em São Paulo, o então governador José Serra não negou suas convicções partidárias: a educação pública foi mais uma vez sucateada, tendo inclusive péssimos materiais didáticos (com erros de informações grotescos), aprovação automática, repressão a qualquer manifestação dos movimentos sociais, como no trato à grave dos professores liderada pela APEOESP que foi reprimida com violência pela polícia. Além de suas posições alinhadas ao imperialismo, como sua estreita relação com os EUA e suas políticas de subjugação da América Latina.

Do outro lado se coloca uma forma de governar inaugurada com o governo do presidente Lula, o primeiro operário a se eleger para esse cargo no Brasil. Foi aberto o diálogo com os movimentos sociais, que foram inúmeras vezes recebidos pelo Presidente, além das mais de sessenta Conferências Temáticas realizadas nos últimos oito anos, que representaram um importante passo na democratização das decisões governamentais. No âmbito educacional respiram-se novos ares. Mais de setecentas mil pessoas ingressaram no ensino superior através do PROUNI. O REUNI representou uma importante iniciativa na reestruturação e democratização das Universidades Federais. Foram criadas 214 novas escolas técnicas nos últimos oito anos, número superior à quantidade criada em toda a história do Brasil.

Para sanar o débito histórico com o com o povo brasileiro, esses números ainda são pequenos. Defendemos o investimento de 10% do PIB e 50% dos recursos do Fundo Social do pré-sal em educação, o fim do vestibular e o livre acesso à universidade, a democratização dos meios de comunicação, a auditoria na dívida pública, o passe livre, a meia-entrada, a redução da jornada de trabalho para 40h semanais, o limite da propriedade fundiária, a descriminalização do aborto e o fim das opressões.

Ainda assim, compreendemos que entre os projetos e candidatos do segundo turno, somente a candidatura de Dilma Rousseff reúne as condições para avançar ainda mais na construção de um país, justo, democrático e soberano, onde os movimentos sociais possam apresentar suas demandas e disputar os rumos desse novo Brasil que está nascendo. E é por isso que a histórica União Brasileira dos Estudantes Secundaristas mais uma vez colocará os caras-pintadas nas ruas para impedir a volta da direita ao poder.

UNE e UBES indicam voto em Dilma

UNE e UBES indicam voto em Dilma

Reproduzo notas oficiais das duas entidades estudantis:

Nota da União Nacional dos Estudantes (UNE):

Derrotar o retrocesso neoliberal: Dilma Presidente

A União Nacional dos Estudantes tem historicamente se pautado na defesa dos interesses dos estudantes brasileiros, da educação oública e da soberania nacional. O faz compreendendo que a autonomia política é fundamental na luta pela construção de um país justo e soberano. Contudo, nos momentos de acirramento da luta política do Brasil, não nos furtamos de tomar posição e somarmos força ao campo mais progressista das forças políticas no país.

Foi assim na experiência da luta contra o nazifacismo na década de 40, na campanha do "Petróleo é nosso" que culminou com a criação da segunda maior petrolífera do mundo, a Petrobras, na campanha das "Reformas de Base" na década de 60, na resistência contra a ditadura e na redemocratização do Brasil, no "Fora Collor" e na passeata de 16 de agosto de 2005 que segurou nas ruas a tentativa de golpe.

Esse ano não é diferente. Depois de um primeiro turno em que o debate não se aprofundou de forma necessária nos projetos de Nação em disputa, nesse segundo turno temos a chance de fazê-lo e interferir ainda mais no debate. Com o cenário de polarização e o assanhamento das forças políticas mais conservadoras do país, aliadas à grande mídia, faz-se necessário o nosso posicionamento.

Durante os anos de governo FHC, com Serra no Planejamento, a lógica do desmonte do Estado e as privatizações imperavam. O desafio vivido cotidianamente pela universidade pública era o de como não desmoronar. Inúmeras IFES não conseguiam custear sequer sua manutenção. A proliferação de faculdades privadas sem qualquer regulamentação que garantisse qualidade e compromisso social por parte destas foi outra marca daquele período. O atual secretário estadual de Educação de São Paulo, Paulo Renato, era o ministro da Educação do Brasil neste período em que a educação era vista pelo governo federal mais como mercadoria, de um lucrativo negócio, do que como um direito social estratégico para o desenvolvimento nacional. Essa lógica persiste com Serra no governo de São Paulo.

É esse projeto que devemos derrotar. O compromisso dos estudantes brasileiros é com o aprofundamento da democracia no nosso país e na defesa do protagonismo do Estado brasileiro, pois somente a partir destes é possível que o povo brasileiro interfira nos rumos das políticas públicas no nosso país. Ainda, reafirmamos o nosso compromisso com o investimento de 10% do PIB na educação, impedindo que o retorno de mecanismos de contingenciamento de verbas sejam novamente utilizados como a Desvinculação das Receitas da União (DRU). Nossa disposição é fazer com que o próximo período sirva para a construção de importantes Reformas Estruturantes no Brasil, que pavimente um profundo ciclo de desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental, mas que também propicie o desenvolvimento humano da sociedade brasileira.

Assim, no ambiente de polarização que se configura na atual quadra política, é fundamental que essa geração tome posição e derrote o setor conservador representado na candidatura de Jose Serra. A Diretoria Plena da União Nacional dos Estudantes, reunida na sede do Sindicato dos Professores de São Paulo - APEOESP - e na presença de lideranças estudantis de todo o país, decide indicar o voto em Dilma Rousseff no segundo turno das eleições para a Presidência da República Federativa do Brasil.

********

Nota da União Brasileira de Estudantes Secundarista (UBES):

Contra a volta da direita privatista, a UBES quer Dilma presidente

A democracia brasileira, mais uma vez, se encontra numa encruzilhada histórica. Passados pouco mais de 20 anos do fim da ditadura militar, o povo brasileiro mais uma vez é chamado a decidir o destino de nossa Nação.

As eleições brasileiras em 2010 estão polarizadas entre um projeto privatista, que se manteve no poder por longos anos na década de 90, representando um grande retrocesso para a democracia. Tratava-se de um governo que criminalizou os movimentos sociais, sucateou a educação pública, abrindo espaço para o crescimento de universidades sem nenhum critério de qualidade, inclusive às universidades privadas, além de proibir a construção de novas escolas técnicas e vender o patrimônio nacional por meio de privatizações claramente fraudulentas, a exemplo da venda da Vale do Rio Doce.

É interessante ressaltar que essas políticas não se manifestaram apenas em âmbito federal, por onde passam os governos neoliberais e que deixam sua marca negativa. Em São Paulo, o então governador José Serra não negou suas convicções partidárias: a educação pública foi mais uma vez sucateada, tendo inclusive péssimos materiais didáticos (com erros de informações grotescos), aprovação automática, repressão a qualquer manifestação dos movimentos sociais, como no trato à grave dos professores liderada pela APEOESP que foi reprimida com violência pela polícia. Além de suas posições alinhadas ao imperialismo, como sua estreita relação com os EUA e suas políticas de subjugação da América Latina.

Do outro lado se coloca uma forma de governar inaugurada com o governo do presidente Lula, o primeiro operário a se eleger para esse cargo no Brasil. Foi aberto o diálogo com os movimentos sociais, que foram inúmeras vezes recebidos pelo Presidente, além das mais de sessenta Conferências Temáticas realizadas nos últimos oito anos, que representaram um importante passo na democratização das decisões governamentais. No âmbito educacional respiram-se novos ares. Mais de setecentas mil pessoas ingressaram no ensino superior através do PROUNI. O REUNI representou uma importante iniciativa na reestruturação e democratização das Universidades Federais. Foram criadas 214 novas escolas técnicas nos últimos oito anos, número superior à quantidade criada em toda a história do Brasil.

Para sanar o débito histórico com o com o povo brasileiro, esses números ainda são pequenos. Defendemos o investimento de 10% do PIB e 50% dos recursos do Fundo Social do pré-sal em educação, o fim do vestibular e o livre acesso à universidade, a democratização dos meios de comunicação, a auditoria na dívida pública, o passe livre, a meia-entrada, a redução da jornada de trabalho para 40h semanais, o limite da propriedade fundiária, a descriminalização do aborto e o fim das opressões.

Ainda assim, compreendemos que entre os projetos e candidatos do segundo turno, somente a candidatura de Dilma Rousseff reúne as condições para avançar ainda mais na construção de um país, justo, democrático e soberano, onde os movimentos sociais possam apresentar suas demandas e disputar os rumos desse novo Brasil que está nascendo. E é por isso que a histórica União Brasileira dos Estudantes Secundaristas mais uma vez colocará os caras-pintadas nas ruas para impedir a volta da direita ao poder.




terça-feira, 28 de setembro de 2010

LIBERDADE TUCANA



PSDB censura 4 pesquisas no Paraná
publicada terça-feira, 28/09/2010 às 18:25 e atualizada terça-feira, 28/09/2010 às 18:50

Leio, no site da “CartaCapital”, que Beto Richa (PSDB) barrou a divulgação de mais uma pesquisa no Paraná.

Não seria um atentado à liberdade de informação? Imaginem se um candidato do PT fizesse isso: já haveria passeata pra avisar que estamos às portas da ditadura cubano-chavista.

O Serra, a Veja e a Folha não vão reclamar da falta de liberdade? Cadê os juristas? E o Helio Bicudo?

Na verdade, o Richa tá é com medo. De levar uma sova. Impedir pesquisa não adianta nada. Talvez queimar as urnas, fechar as seções eleitorais e declarar-se governador seja a atitude mais simples.

===

TUCANO CONSEGUE BARRAR MAIS UMA PESQUISA NO PARANÁ

da CartaCapital

Enquanto lidera uma espécie de cruzada nacional pela liberdade de informação, o PSDB consegue proibir, pela quarta vez, a divulgação de uma pesquisa sobre intenções de voto para o governo do Paraná.

A Justiça do estado concedeu nesta terça-feira 28 mais uma decisão favorável a Beto Richa, candidato tucano no estado. Pela decisão, a pesquisa Datafolha encomendada pela Rede Paranaense de Comunicação não poderá ser divulgada.

A briga do tucano com as pesquisas começou quando um levantamento do Datafolha apontou queda nas preferências dos eleitores por Richa. O último Datafolha “liberado” no Paraná apontava uma redução de 13 pontos na vantagem de Richa sobre o segundo colocado, Osmar Dias (PDT).

Após tal divulgação, Richa conseguiu impugnar mais duas pesquisas Datafolha, uma do Ibope e outra Vox Populi. Não consta que a candidatura nacional tenha criticado a falta de liberdade de informação no Paraná.

Educação: o triste legado tucano em SP e no Brasil

Educação: o triste legado tucano em SP e no Brasil
publicada sábado, 25/09/2010 às 01:07 e atualizada terça-feira, 28/09/2010 às 00:27

Publico artigo do professor Newton Lima, ex-reitor da Universidade Federal de São Carlos, e prefeito daquela cidade por duas vezes. Um dos maiores especialistas em educação, ciência e tecnologia no Brasil, Newton Lima é candidato a deputado federal pelo PT em São Paulo.

EDUCAÇÃO: O TRISTE LEGADO TUCANO

por Newton Lima*

Se é verdadeiro que – sob o governo Lula – o Brasil voltou a crescer de forma vigorosa, igualmente forçoso é reconhecer que o problema da falta de mão-de-obra qualificada é um dos temas mais sensíveis para garantir esse crescimento de forma sustentada.

Você sabe por que isso ocorre? Porque o então ministro da Educação de FHC, Paulo Renato, por intermédio da Lei 9.649/98, engessou a expansão das universidades e escolas técnicas federais, resultando na carência de profissionais que hoje assistimos.

Afora essa ação irresponsável, as sérias deficiências recentemente demonstradas pelos professores da rede estadual em São Paulo, em exame feito pelo próprio Paulo Renato (hoje, secretário de Educação em São Paulo), deixa patente a triste maneira como foram formados em larga escala, em desqualificadas faculdades privadas, que proliferaram durante sua gestão no MEC. Parece ironia do destino, mas a sabedoria popular nos ensina que quem planta, colhe!

Ainda bem que o presidente Lula corrigiu também aí os graves erros cometidos por FHC. Por meio da Lei 11.195/05, a União retomou a
iniciativa de formar profissionais qualificados.

Resultado: em oito anos, saltamos de 140 escolas técnicas – criadas ao longo de um século – para 354 (uma expansão de mais de 150%; no governo do “príncipe dos sociólogos” apenas oito novas escolas técnicas federais foram criadas), 16 novas universidades federais e 124 novos “campi” pelo interior do país, a maior expansão educacional já realizada por um governo em nossa história. Parece incrível, mas como o PSDB não aprende com seus erros e não vê a educação como política estratégica para o desenvolvimento e construção da cidadania, um deputado federal tucano de São Paulo fez de tudo para impedir a aprovação dessa iniciativa do presidente Lula na Comissão de Educação da Câmara. Felizmente, ele e seu PSDB foram derrotados pela maioria.

Voltando a São Paulo, onde a Educação regrediu em todos os aspectos, é lamentável que pais e mães olhem para um filho que sai do 3º ano do
Ensino Médio tendo conhecimento equivalente ao do último ano do Ensino Fundamental. É triste verificar que toda uma trajetória profissional e
de vida pode estar comprometida pelo tratamento inadequado dado à principal política pública com a qual um governo deve se preocupar.

Falo com a autoridade de quem, quando prefeito de São Carlos, aplicou 33% do orçamento municipal em Educação e o resultado foi
tornarmo-nos a campeã brasileira de proteção à juventude, com o menor índice de vulnerabilidade juvenil do país (segundo o Ministério da
Justiça e o Fórum Nacional de Segurança Pública).

A última que os tucanos aprontaram foi a estapafúrdia idéia do chamado “vale-presente”, pelo qual a Secretaria da Educação daria R$ 50 a alunos que, em dificuldades com matemática no fim do Ensino Fundamental, não faltassem às aulas de reforço a serem dadas por outros alunos do 2º e 3º anos do Ensino Médio intitulados “tutores”. Ante à gritaria generalizada da sociedade, o secretário Paulo Renato recuou e engavetou a proposta para 2011 alegando que “é um projeto que está muito cru”.

Que triste legado! É imperativo a reversão de tal quadro. Educação é coisa séria e não pode ser tratada de forma amadora, afinal de contas é
a vida e são os sonhos de milhões de jovens que estão em jogo.

*Newton Lima, doutor em engenharia e professor universitário, foi prefeito de São Carlos (2001-2008) e reitor da UFSCar (1992-1996), e concorre a um mandato de deputado federal pelo PT de São Paulo.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Força da Grana

Força da Grana
A economia arrumada e a surra dos fatos
publicada sexta-feira, 10/09/2010 às 14:31 e atualizada sábado, 11/09/2010 às 17:32

Nos anos 70, o Brasil crescia num ritmo que hoje qualificaríamos como “chinês”. Só que não distribuía renda. Sob ditadura militar, os czares da economia (como o professor Delfim Neto) diziam que era preciso “fazer o bolo crescer, para depois dividi-lo”. Na oposição, a turma de economistas do MDB (Maria Conceição Tavares e Celso Furtado eram as bússolas dessa turma) dizia que era possível, sim, crescer e distribuir renda – ao mesmo tempo. Não foram ouvidos.

O modelo de concentração dos militares deixou o Brasil mais injusto, e ainda nos legou a hiperinflação, que explodiu no colo de Sarney. Quando o MDB chegou ao poder, a casa estava tão desarrumada que eles não conseguiram dar jeito: Planos Cruzado 1 e 2, Bresser… E nada. O caldo entornou, e o liberalismo à moda Margareth Tatcher parecia a única receita à mão.

Nos anos 90, sob FHC, o Brasil controlou a inflação mas esqueceu de crescer. Limitações estruturais, diziam os tucanos, impediam o país de ter uma economia equilibrada e forte ao mesmo tempo. Parecia maldição.

Sob Lula, finalmente, a equação fechou. Hoje, temos crescimento semelhante ao da época da ditadura, distribuição de renda e inflação sob controle. Não é à toa que Conceição Tavares (que também foi professora de Serra) escolheu votar em Dilma. O governo petista botou em prática a receita dos economistas do MDB. Lula expandiu o mercado interno, transformou o capitalismo para poucos (marca brasileira) num capitalismo para muitos. É um governo social-democrata, com tinturas brasileiras. Mercado relativamente livre, mas com a mão do Estado sempre pronta para agir. Estado democrático, aberto e plural – diga-se, nesse momento em que os tucanos desesperados apelam e tentam vender a imagem de que o país caminha para a ditadura. Só rindo muito…

O Banco Central acaba de sinalizar que os juros devem voltar a cair no Brasil. O “Estadão” até deu um tempo nas manchetes sobre o “escândalo” da receita, para reconhecer o óbvio. E por que os juros caem? Porque a inflação voltou pra perto de zero (pelo terceiro mês seguido). No acumulado de 12 meses, a taxa está abaixo da meta de 4,5%. Ao mesmo tempo, a economia cresce em torno de 7% a 8%. E a miséria se reduz.

Ah, o Lula tem sorte, diziam meus amigos tucanos durante o primeiro mandato. “Ele não pegou crises bravas, como o FHC”.

Aí veio 2008, os EUA desmancharam (a tal ponto que brasileiros compram até o Burger King), e a Europa ameaçou ruir…

 E o Brasil?

O Brasil cresce, com inflação sob controle e distribuição de renda. Isso é sorte? Ou é escolha e ação?

Quando a crise veio, há dois anos, os “consultores” liberais diziam que Mantega/Lula estavam errados por expandir o gasto público e usar os bancos estatais na reação ao tumulto financeiro mundial. A velha receita dos consultores e economistas atucanados era: apertar o cinto, reduzir gastos. Isso teria lançado o Brasil numa espiral invertida, de estagnação e desemprego. Confiram o que estou falando nesse ótimo vídeo.

Lula/Mantega fizeram a escolha oposta: gastar, e colocar os bancos estatais pra emprestar. Ajudaram a economia a reagir, não com dinheiro público a fundo perdido na mão de banqueiros e empresário privados (como fizeram Obama e Merkel, por exemplo). Mas com empréstimos, que serão pagos.


Por que o Brasil pode reagir à crise? Porque não privatizou seus bancos públicos. Caixa Economica Federal, Banco do Brasil e BNDES cumpriram um papel decisivo. O programa tucano incluía privatizar tudo, como se fez na Argentina – sob Menem.

O desafio de Dilma é manter tudo isso, e recuperar a capacidade de inovação da Indústria brasileira. O país não pode mais assistir sua balança comercial ser engordada quase que apenas com produtos primários. O Brasil precisa escolher alguns setores-chave e fortalecer sua indúsria nessas áreas. O Brasil precisa ter montadora nacional de carros, fábricas de computadores (ou, ao menos, de componentes para computadores). Esse é o desafio. Não podemos andar pra trás e virar uma fazenda pra alimentar chinês!

Poucos países no Mundo possuem a estrutura pública para crédito que o Brasil conseguiu manter. Os EUA não tem um BNDES. A China tem ferramentas parecidas com as brasileiras. Mas sob partido único, e sem liberdade.

Não se trata de discurso de “jornalista petralha”, como dizem por aí blogueiros (eles, sim) apedeutas e sujos.

Não é à toa que economistas não-alinhados com os velhos liberais brazucas reconhecem os avanços. Como fez o italiano Pier Carlo Padoan, nessa entrevista à BBC.

E não é à toa que a Ana – a moça que faz a limpeza e a arrumação lá em casa – chegou outro dia para trabalhar dirigindo o carro que comprou – financiado.

Perguntei para a Ana o que ela acha das denúncias contra o Lula. “No meu bairro, lá na periferia da zona leste, ou na minha terra, lá na Bahia, se o sujeito falar mal do Lula e da turma do Lula, ele corre o risco de apanhar.”

Bem, de certa forma, é o que os tucanos estão aprendendo agora. Estão levando uma surra. Quanto mais usam a velha mídia para bater no PT e em Lula, maior é a pancada que lhes volta na testa.

É uma surra dos fatos, dos números da economia. E vai virar uma surra de votos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O povo brasileiro derrota a mídia

O povo brasileiro derrota a mídia

Reproduzo artigo do sociólogo Emir Sader, publicado em seu blog no sítio Carta Maior:

Massacrado pelos monopólios da velha mídia, desinformado sobre o país, vitima das mentiras reiteradas da oposição midiática, o povo brasileiro demonstra nestas eleições um grau de consciência política e de maturidade cívica exemplares. Consegue distinguir o essencial do secundário, opta pela prioridade das políticas sociais sobre a absolutização do ajuste fiscal, condena os políticos responsáveis pelos governos desastrosos do passado, opta pelo Estado como indutor do crescimento e da distribuição de renda.

Reconhece em Lula e na Dilma os principais responsáveis pelas mudanças positivas que o pais vive, execra a FHC, a Serra, a Globo e aos seus aliados da velha mídia, não dando bola para seus factóides e deixando-os na solidão do seu golpismo. O povo reconhece os avanços principais que o país teve, assiste os programas da Dilma na TV, comparece aos comícios de Lula e da Dilma, e se reconhece, sabe que tudo o que se mostra e se diz reflete as mudanças de vida que estão vivendo no seu mundo sofrido e até aqui abandonado.

Não deram ouvidos para as infâmias da oposição e sua velha mídia, de preconceitos contra as mulheres – que hoje majoritariamente também preferem Dilma -, contra os lutadores contra a ditadura, contra os movimentos sociais e os militantes políticos, que saem todos engrandecidos com o apoio popular.

Derrotados saem a Globo, a Veja, a FSP (Força Serra Presidente), o Estadão e todos os arautos do golpismo, do velho Brasil, das oligarquias tradicionais, com seus métodos de manipulação da opinião pública e de desprezo e discriminação pelo povo e por tudo o que é popular.

O povo percebe a diferença entre a demagogia opositora, não dá ouvidos a quem pretende ser eqüidistante dos dois campos em luta, relega ao ostracismo os que pretendem que nada mudou no Brasil. O povo não é bobo, encontra em Lula e na Dilma as vertentes do futuro, reconhecem a valorização do Brasil, sentem a auto-estima revigorada, superam o desalento, voltam a acreditar em si mesmos e no país.

Por isso o povo impõe a mais acachapante derrota às elites tradicionais, com sua velha imprensa, seus políticos caducos, sua demagogia superada. Derrota os caciques tradicionais que os enganaram durante tanto tempo, mandam FHC para o exílio e Serra para a aposentadoria, os tucanos para o museu da história.

“Esse povo de quem fui escravo, não será mais escravo de ninguém”pregava e previa o Getúlio na sua Carta Testamento. Quem não reconhece esse povo, que começa a construir sua soberania, sua emancipação, seu destino próprio, suas formas solidárias de vida, está de costas para o país e merece ser derrotado fragorosamente nas eleições deste ano. 

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Populismo

O termo populismo é utilizado para designar um conjunto de movimentos políticos que se propuseram colocar, no centro de toda ação política, o povo enquanto massa em oposição aos (ou ao lado dos) mecanismos de representação próprios da democracia representativa. Exemplos típicos são o populismo russo do final do século XIX, que visava transferir o poder político às comunas camponesas por meio de uma reforma agrária radical ("partilha negra"), e o populismo americano dos EUA da mesma época, que propunha o incentivo à pequena agricultura pela prática de uma política monetária que favorecesse a expansão da base monetária e o crédito (bimetalismo).

Historicamente, no entanto, o termo populismo acabou por ser mais identificado com certos fenômenos políticos típicos da América Latina, principalmente a partir dos anos 1930, estando associado à industrialização, à urbanização e à dissolução das estruturas políticas oligárquicas, que concentravam firmemente o poder político na mão de aristocracias rurais. Daí a gênese do populismo, no Brasil, estar ligada à Revolução de 1930, que derrubou a República Velha oligárquica, colocando no poder Getulio Vargas, que viria a ser a figura central da política brasileira até seu suicídio em 1954.

[editar] Características
A política populista caracteriza-se menos por um conteúdo determinado do que por um "modo" de exercício do poder, através de uma combinação de plebeísmo, autoritarismo e dominação carismática. Sua característica básica é o contato direto entre as massas urbanas e o líder carismático (caudilho), supostamente sem a intermediação de partidos ou corporações. Para ser eleito e governar, o líder populista procura estabelecer um vínculo emocional (e não racional) com o "povo". Isso implica num sistema de políticas ou métodos para o aliciamento das classes sociais de menor poder aquisitivo, além da classe média urbana, como forma de angariar votos e prestígio (legitimidade para si) através da simpatia daquelas. Esse pode ser considerado o mecanismo mais representativo desse modo de governar.

Desde suas origens, o populismo foi encarado com desconfiança pelas correntes políticas mais ideológicas da tanto da Esquerda quanto da Direita. Esta última (como representada, por exemplo, pelo antivarguismo da UDN brasileira, ou pelo antiperonismo da União Cívica Radical/UCR Argentina) sempre apontou para os aspectos plebeus, as práticas vulgares e as atitudes "demagógicas" (concessão irresponsável de benefícios sociais e gastos públicos) que a prática populista comportava; a Esquerda, especialmente a comunista, apontava para o caráter reacionário e desmobilizador das benesses populistas, que se contrapunha às lutas organizadas da classe operária e fazia tudo depender da vontade despótica de um caudilho bonapartista. Na América Latina, o populismo foi um poderoso mecanismo de integração das massas populares à vida política, favorecendo o desenvolvimento econômico e social, mas dentro de uma moldura estritamente burguesa em que essa integração foi "subordinada", colocando-se a figura de um líder carismático e mais ou menos autoritário como tampão entre as massas e o aparelho de Estado[carece de fontes?].

[editar] Ideologias
O populismo é uma expressão política que encontra representantes tanto na Esquerda quanto na Direita. Governantes populistas como Vargas, Perón e Lázaro Cárdenas realizaram políticas nacionalistas de substituição de importações, estatização de certas atividades econômicas, imposição de restrições ao capital estrangeiro e concessão de direitos sociais. No entanto, os regimes populistas freqüentemente dedicaram-se à repressão policial dos movimentos de Esquerda e sempre realizaram sua ação reformista dentro de um quadro puramente capitalista.

Essa forma de governo tendeu também a retirar da própria burguesia nativa sua capacidade de ação política autônoma, na medida em que toda ação política é referida à pessoa do líder populista, que se coloca idealmente acima de todas as classes. Ideologicamente, o populismo não é necessariamente de Esquerda, no sentido de que seu alvo não são apenas as massas destituídas; há políticos populistas de Direita - como os políticos paulistas Adhemar de Barros e Paulo Maluf - que têm como alvo de sua ação política a exploração das carências dos extratos mais baixos (ou menos organizados) da população urbana, com os quais estabelecem uma relação empática baseada na defesa de políticas autoritárias de "moral e bons costumes" e/ou "Lei e Ordem". Alegam alguns que o maior representante do populismo de Direita no Brasil talvez tenha sido o presidente Jânio Quadros.

Enquanto ideologia, o populismo não está ligado obrigatoriamente a políticas econômicas de tipo nacionalista: na América Latina dos anos 1990, governantes populistas como o argentino Carlos Saul Menem, por exemplo, combinaram políticas neoliberais de desregulamentação e desnacionalização com uma política social assistencialista herdada do populismo mais tradicional dos anos 1930 - no caso de Menem, do peronismo - naquilo em que tais políticas não entravam em conflito com as práticas neoliberais. O mesmo pode ser dito de outros governantes da época, como Alberto Fujimori.

Exemplo máximo do populismo no Brasil, Getúlio Vargas subiu ao poder através de golpe de Estado nos anos 30 (Era Vargas de 1930 até 1945), elegendo-se democraticamente presidente em 1951 e governando até suicidar-se em 1954. Apelidado de "pai dos pobres", sua popularidade entre as massas é atribuída a sua liderança carismática e a seu empenho na aprovação de reformas trabalhistas que favoreceram o operariado. Entretanto, alguns alegam que suas medidas apenas minaram o poder dos sindicatos e de seus líderes, tornando-os dependentes do Estado o populismo e usado pelos pplitos por muito tenpo para ganharen voto.

Getúlio Vargas

Biografia

Getúlio Dornelles Vargas (19/4/1882 - 24/8/1954) foi o presidente que mais tempo governou o Brasil, durante dois mandatos. De origem gaúcha (nasceu na cidade de São Borja), Vargas foi presidente do Brasil entre os anos de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Entre 1937 e 1945 instalou a fase de ditadura, o chamado Estado Novo.

Revolução de 1930 e entrada no poder

Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930, após comandar a Revolução de 1930, que derrubou o governo de Washington Luís. Seus quinze anos de governo seguintes, caracterizaram-se pelo nacionalismo e populismo. Sob seu governo foi promulgada a Constituição de 1934. Fecha o Congresso Nacional em 1937, instala o Estado Novo e passa a governar com poderes ditatoriais. Sua forma de governo passa a ser centralizadora e controladora. Criou o DIP ( Departamento de Imprensa e Propaganda ) para controlar e censurar manifestações contrárias ao seu governo.
Perseguiu opositores políticos, principalmente partidários do comunismo. Enviou Olga Benário , esposa do líder comunista Luis Carlos Prestes, para o governo nazista.

Realizações


Vargas criou a Justiça do Trabalho (1939), instituiu o salário mínimo, a Consolidação das Leis do Trabalho, também conhecida por CLT. Os direitos trabalhistas também são frutos de seu governo: carteira profissional, semana de trabalho de 48 horas e as férias remuneradas.
GV investiu muito na área de infra-estrutura, criando a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Vale do Rio Doce (1942), e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945). Em 1938, criou o IBGE ( Instituto brasileiro de Geografia e estatística). Saiu do governo em 1945, após um golpe militar.

O Segundo Mandato


Em 1950, Vargas voltou ao poder através de eleições democráticas. Neste governo continuou com uma política nacionalista. Criou a campanha do " Petróleo é Nosso" que resultaria na criação da Petrobrás.

O suicídio de Vargas

Em agosto de 1954, Vargas suicidou-se no Palácio do Catete com um tiro no peito. Deixou uma carta testamento com uma frase que entrou para a história : "Deixo a vida para entrar na História." Até hoje o suicídio de Vargas gera polêmicas. O que sabemos é que seus últimos dias de governo foram marcados por forte pressão política por parte da imprensa e dos militares. A situação econômica do país não era positiva o que gerava muito descontentamento entre a população.

Conclusão

Embora tenha sido um ditador e governado com medidas controladoras e populistas, Vargas foi um presidente marcado pelo investimento no Brasil. Além de criar obras de infra-estrutura e desenvolver o parque industrial brasileiro, tomou medidas favoráveis aos trabalhadores. Foi na área do trabalho que deixou sua marca registrada. Sua política econômica gerou empregos no Brasil e suas medidas na área do trabalho favoreceram os trabalhadores brasileiros.

domingo, 29 de agosto de 2010

Montenegro joga a tolha: ‘Dilma já é presidente’

Montenegro joga a tolha: ‘Dilma já é presidente’




O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro jogou a toalha: “O Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff”, afirmou ele em entrevista a Isto É, fazendo um mea culpa da desastrada declaração que deu à Veja, um ano trás, quando disse que Lula não faria seu sucessor.
É claro que Montenegro colocou muito mais torcida do que ciência estatística naquela previsão, o que reconheceu agora, com um pedido de desculpas. “Foi uma declaração extemporânea, descuidada e muito mais fundamentada num pensamento político do que com base em pesquisas…Peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana.”
Montenegro não podia ir contra as evidências, mas bem que tentou segurar um pouco as pontas, junto ao Datafolha, quando Sensus e Vox já apontavam um crescimento contínuo de Dilma. Enquanto o Datafolha recorreu à propaganda eleitoral na TV na tentativa de explicar a reviravolta que foi obrigado a fazer para apontar a dianteira de Dilma, o presidente do Ibope admitiu que a “virada” de Dilma aconteceu antes. “A tevê ajudou na consolidação. Mas a virada de Dilma Rousseff na corrida para presidente da República se deu antes da tevê. Pelo menos antes do horário eleitoral gratuito.”
Quando Montenegro disse à Veja que Lula não faria o sucessor, assegurou que o presidente não transferiria seu prestígio para um “poste”. Passado um ano, reviu sua posição nas duas análises e reconheceu o preparo de Dilma. “Ela tem mostrado capacidade de gestão, equilíbrio, tranquilidade e firmeza…bom desempenho na televisão, inclusive nos debates e entrevistas. Lula acertou ao dizer que ela era um animal político. Está mostrando muito mais capacidade que os adversários e mostra que tem preparo para ser presidente.”
Em relação à Lula, Montenegro é só elogios e não esconde como fica impressionado pelo presidente. Para o presidente do Ibope, Lula vai deixar a presidência acima do patamar de Getúlio e JK, e classificou o momento político do Brasil como o “império do bem”.
“… cerca de 80% a 90% das pessoas pelo menos subiram um degrau. Quem não comia passou a comer uma refeição por dia, quem comia uma refeição passou a fazer duas, quem nunca teve crédito passou a ter crédito, quem andava a pé passou a andar de bicicleta ou moto, quem tinha carro comprou um mais novo e quem nunca viajou de avião passou a viajar. Os industriais também estão felizes, vendendo o que nunca venderam. Os banqueiros idem.”
Agora que Dilma está voando fica fácil fazer a autocrítica antes de que seja tarde. Mas pelo tamanho dos elogios, acho que Montengero decidiu seguir o Raul Seixas e se tornar uma metamorfose ambualnte, abandonando aquela velha opinião formada sobre tudo.
Extraído do Blog: TIJOLAÇO

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

VALE DO RIO DOCE

Acabo de ler na Folha.comque pela primeira vez a Vale ultrapassou a Petrobras como a maior empresa exportadora brasileira, nos  primeiros sete meses do ano, graças à alta do preço dos minérios.
Essa notícia nos revela uma vez mais o imenso potencial da Vale, quando se completam 13 anos da venda da Companhia Vale do Rio Doce por Fernando Henrique Cardoso a preço de banana.
A maior mineradora do país, orgulho nacional e símbolo da  Era Vargas que Fernando Henrique tanto se empenhou em destruir, foi vendida por meros US$ 3,3 bilhões, o que ela fatura atualmente em apenas um trimestre. Só no segundo trimestre desse ano, o lucro líquido da Vale foi de US$ 3,75 bilhões.
Antes que algum privatista de plantão alegue que o faturamento da Vale atualmente se deve a alguma eficiência de gestão, é bom ressaltar que a empresa já era grande quando estava em mãos do Estado e que seu crescimento nos últimos anos se apoiou essencialmente no aumento da demanda por minérios, sobretudo da China e sua gigantesca expansão.
Assim como a Petrobras é uma das maiores empresas de petróleo do mundo e atua de acordo com os interesses do povo brasileiro e não de seus acionistas privados, a Vale seria de importância estratégica para o governo na sua política industrial e social.
De minha parte, lutarei sempre contra este crime de lesa-pátria, e como parlamentar insistirei numa CPI para investigar a privatização da Vale. O gráfico que reproduzo acima foi feito em 2007, quando a privatização criminosa completou 10 anos. Acredito que agora, com mais informação, o percentual do brasileiros favoráveis à retomada da companhia seja ainda mais elevado.
É sempre importante lembrar que a privataria generalizada das empresas públicas brasileiras não foi obra apenas de Fernando Henrique Cardoso, mas de todo o seu governo, e de um integrante em particular, que, entre outras mentiras, tenta se passar às vezes como estatista, mas foi o maior incentivador da venda da Vale, nas palavras do próprio presidente-vendedor
Seu nome é  José Serra.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

30 DE AGOSTO - DIA DE LUTO E DE LUTA

Comunicamos nossos educandos que no próximo dia 30 de agosto estaremos conjuntamente com o Sindicato dos Professores- APP SINDICATO fazendo uma manifestação pública no Cento Cívico de Curitiba lutando por melhorias para a educação e para os educadores. Portanto, no Colégio Estadual Pinheiro do Paraná não haverá aula somente nesta data.
Professor Inácio

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Getúlio e Lula: o mesmo combate

Getúlio e Lula: o mesmo combate

Há pouco mais de meio século – em 1954 -, em um dia 24 de agosto, morria Getúlio Vargas, o mais importante personagem da história brasileira no século passado. Ele havia sido antecedido na presidência do país por Washington Luis (como FHC, carioca recrutado pela elite paulista), que se notabilizou pela afirmação de que “A questão social é questão de polícia”, que erigiu como brasão de seu governo, produto da aliança “café com leite”, das elites paulista e mineira (essa que FHC queria reviver).

Getúlio liderou o processo popular mais importante do século passado no Brasil, dando inicio à construção do Estado nacional, rompendo com o Estado das oligarquias regionais primário-exportadoras, e começando a imprimir um caráter popular e nacional ao Estado brasileiro.

Um país que tinha tido escravidão até pouco mais de 4 décadas – o ultimo a terminar com a escravidão nas Américas - , que significava que o trabalho era atividade reservada a “raças inferiores”, passava a ter um presidente que interpelava os brasileiros no seu discurso com “Trabalhadores do Brasil”. Fundou o Ministério do Trabalho, deu inicio à Previdência Social, fazendo com que a questão social passasse de “questão de policiai”, a responsabilidade do Estado.

Começou a aparelhar o Estado para ser instrumento fundamental na indução do crescimento econômico que, junto às políticas de industrialização substitutiva de importações, deu inicio ao mais longo ciclo de expansão da história do Brasil. Promoveu a expansão da classe operária, criou as carreiras públicas no Estado, impulsionou a construção de um projeto nacional, de uma ideologia da soberania nacional, organizou um bloco de forças que levou a cabo o processo de industrialização, de urbanização, de modernização do Brasil.

Getúlio pagou com sua vida a audácia da fundação da Petrobrás, no seu segundo mandato. Foi vítima dos tucanos da época, com o corvo mor Carlos Lacerda como golpista de plantão. Tal como agora, detestavam tudo o que tivesse que ver com o povo, com nação, com Estado. Resistiram à campanha “O petróleo é nosso”, como entreguistas e representantes do império norteamericano aqui. A direita nunca perdoou Getúlio.

Os corvos daquela época – tal como os de hoje – desapareceram na poeira do tempo. Seu continuador, FHC, afirmou que ia “virar a página do getulismo”, porque sabia que o neoliberalismo seria incompatível com o Estado herdado do Getúlio. Fracassou seu governo e o projeto de Estado mínimo dos tucanos.

A figura de Getúlio permanece como referência central do povo brasileiro e se revigora com o governo Lula. Com a consolidação da Petrobrás, com a retomada do papel do Estado indutor do desenvolvimento econômico, da afirmação dos direitos sociais dos trabalhadores e da massa da população.

São Paulo, que promoveu uma tentativa de derrubada do Getúlio em 1932 – movimento caracterizado por Lula como uma tentativa de golpe -, promove Washington Luis e o 9 de Julho (de 1932), com nomes de avenidas, estradas e ruas, mas não tem nenhum espaço público importante com o nome do Getúlio. Não por acaso São Paulo representa hoje o ultimo grande bastião da direita, das forças e do pensamento conservador, no Brasil.

Getúlio foi um divisor de águas na história brasileira, como hoje é Lula. Diga-me o que pensa de Getúlio e de Lula e eu te direi quem você é politicamente. O dia 24 de agosto encontra o Brasil reencontrado com o Estado nacional, democrático e popular, com a soberania na política externa, com o regaste do mundo do trabalho, com mais uma derrota da direita. O fio condutor da história brasileira passa pelos caminhos abertos e trilhados por Getúlio e por Lula.
Postado por Emir Sader  no   Blog do Emir

Getúlio e Lula: o mesmo combate


Há pouco mais de meio século – em 1954 -, em um dia 24 de agosto, morria Getúlio Vargas, o mais importante personagem da história brasileira no século passado. Ele havia sido antecedido na presidência do país por Washington Luis (como FHC, carioca recrutado pela elite paulista), que se notabilizou pela afirmação de que “A questão social é questão de polícia”, que erigiu como brasão de seu governo, produto da aliança “café com leite”, das elites paulista e mineira (essa que FHC queria reviver).

Getúlio liderou o processo popular mais importante do século passado no Brasil, dando inicio à construção do Estado nacional, rompendo com o Estado das oligarquias regionais primário-exportadoras, e começando a imprimir um caráter popular e nacional ao Estado brasileiro.

Um país que tinha tido escravidão até pouco mais de 4 décadas – o ultimo a terminar com a escravidão nas Américas - , que significava que o trabalho era atividade reservada a “raças inferiores”, passava a ter um presidente que interpelava os brasileiros no seu discurso com “Trabalhadores do Brasil”. Fundou o Ministério do Trabalho, deu inicio à Previdência Social, fazendo com que a questão social passasse de “questão de policiai”, a responsabilidade do Estado.

Começou a aparelhar o Estado para ser instrumento fundamental na indução do crescimento econômico que, junto às políticas de industrialização substitutiva de importações, deu inicio ao mais longo ciclo de expansão da história do Brasil. Promoveu a expansão da classe operária, criou as carreiras públicas no Estado, impulsionou a construção de um projeto nacional, de uma ideologia da soberania nacional, organizou um bloco de forças que levou a cabo o processo de industrialização, de urbanização, de modernização do Brasil.

Getúlio pagou com sua vida a audácia da fundação da Petrobrás, no seu segundo mandato. Foi vítima dos tucanos da época, com o corvo mor Carlos Lacerda como golpista de plantão. Tal como agora, detestavam tudo o que tivesse que ver com o povo, com nação, com Estado. Resistiram à campanha “O petróleo é nosso”, como entreguistas e representantes do império norteamericano aqui. A direita nunca perdoou Getúlio.

Os corvos daquela época – tal como os de hoje – desapareceram na poeira do tempo. Seu continuador, FHC, afirmou que ia “virar a página do getulismo”, porque sabia que o neoliberalismo seria incompatível com o Estado herdado do Getúlio. Fracassou seu governo e o projeto de Estado mínimo dos tucanos.

A figura de Getúlio permanece como referência central do povo brasileiro e se revigora com o governo Lula. Com a consolidação da Petrobrás, com a retomada do papel do Estado indutor do desenvolvimento econômico, da afirmação dos direitos sociais dos trabalhadores e da massa da população.

São Paulo, que promoveu uma tentativa de derrubada do Getúlio em 1932 – movimento caracterizado por Lula como uma tentativa de golpe -, promove Washington Luis e o 9 de Julho (de 1932), com nomes de avenidas, estradas e ruas, mas não tem nenhum espaço público importante com o nome do Getúlio. Não por acaso São Paulo representa hoje o ultimo grande bastião da direita, das forças e do pensamento conservador, no Brasil.

Getúlio foi um divisor de águas na história brasileira, como hoje é Lula. Diga-me o que pensa de Getúlio e de Lula e eu te direi quem você é politicamente. O dia 24 de agosto encontra o Brasil reencontrado com o Estado nacional, democrático e popular, com a soberania na política externa, com o regaste do mundo do trabalho, com mais uma derrota da direita. O fio condutor da história brasileira passa pelos caminhos abertos e trilhados por Getúlio e por Lula.
Postado por Emir Sader  no   Blog do Emir