quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Serra 'rouba' de Maluf o pódio da corrupção, depois do livro de Amaury

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Serra 'rouba' de Maluf o pódio da corrupção, depois do livro de Amaury

Até a semana passada o político brasileiro cuja imagem estava mais desgastada por estar associada á corrupção, era Paulo Maluf.

Depois do livro de Amaury Ribeiro Jr, "A privataria tucana", José Serra (PSDB/SP) tomou o pódio e assumiu o primeiro lugar. FHC está em segundo, e Maluf foi desbancado para um modesto terceiro lugar.

Afinal, os esquemas de Maluf eram muito rudimentares perto da sofisticação dos esquemas de pagamento de proprinas tucanas nas lavanderias de dinheiro internacional abertas pelo governo FHC/Serra naquilo que ficou conhecido como esquema Banestado.

É por essa e por outras que a imprensa demo-tucana (Globo, Folha, Estadão e Veja) está passando o perrengue do ridículo de brigar com a notícia que se tornou o livro mais vendido do Brasil na semana, sem qualquer notinha nestes jornalões aí.

Imagine na hora em que uma notícia dessas chegar ao leitor "udenista" da Folha, do Estadão, da Veja. Será o fim sacramentado do PSDB, como Maluf deixou de ser alternativa de poder um dia.

Bom... pelo menos José Serra já pode dizer que é primeiro em alguma coisa.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A operação derruba ministro da mídia


Por José Dirceu, em seu blog:

Com um editorial e seis matérias pelo menos na Folha; com manchete enorme de 1ª página no O Globo e cinco páginas pelo menos de matérias; sem falar no Estadão, com chamada de capa e pelo menos seis matérias.

Esse é o quadro e o resumo só dos nossos maiores jornalões hoje na continuidade da cobertura, melhor seria dizer campanha, sobre as denúncias contra o ministro do Esporte, Orlando Silva. A Operação Derruba Ministro está a mil.

Nossa mídia, fantasiada de objetiva e neutra, mas na prática transformada em partido político de oposição, opera no sentido de desmantelar a base do governo e criar um clima de mar de lama. Faz e aceita a denúncia, preside o inquérito, e condena. É ao mesmo tempo ministério público, delegado e juiz, uma espécie de corpo de jurado sumário, que se alça acima da justiça e da Constituição.

Operam, agora - de novo - para criar um clima de oposição a um governo que tem aprovação recorde, já que mantém um rumo aprovado três vezes pela cidadania em eleições democráticas em 2002, 2006 e 2010. É só conferir, também, as últimas pesquisas de opinião pública. Por elas, mais de 70% dos brasileiros aprovam o governo e apóiam a presidenta Dilma Rousseff.

Situação criada é uma violação das normas democráticas

Beira a uma violação das normas de convivência democrática o uso descarado e aberto da imprensa com fins políticos, sem meios termos, por seus donos e proprietários. O que querem é derrubar ministros, mesmo quando as acusações e ou denúncias sejam infundadas.

Não estou dizendo que não se deva apurar e as providências nesse sentido já foram tomadas. Mas, mídia, oposição e cia não aguardam a mais leve, sequer o início de investigações ou decisões da justiça.

São taxativos. Fulminantes. Não querem sequer esperar a tramitação normal de um processo dessa natureza. Vide o título do principal editorial do Estadão hoje "Ministro tem que sair"... e do da Folha "Mais um"... Nunca vi coisa igual.

Sabem os interesses que o Minstério dos Esportes desperta hoje com suas verbas para obras da Copa e das Olimpíadas. Sabem o caráter de quem fez as denúncias, também já mostrado à exaustão pelo miistro acusado.

Mini-gestapos promovem uma ditadura

Mas, sobre isto, calam, não querem saber. São ao mesmo tempo, acusação e autoridade judiciária. Fazem e aceitam a denúncia, presidem o inquérito, e condenam. São ao mesmo tempo ministério público, delegado e juiz, uma espécie de corpo de jurado sumário, que se alça acima da justiça e da Constituição.

Uma ditadura! Ou, pior, ovos de serpentes, filhotes de pequenas milícias e mini-gestapos que vão sendo inoculados nas redações, acima do bem e do mal. Portam-se qual anjos vingadores, numa caricatura dos seriados norte-americanos onde se faz justiça com as próprias mãos.

Ditadura! Isso mesmo! Este é o nome de todas as formas não democráticas de justiça, que não respeitam o devido processo legal, o contraditório, a presunção da inocência e o princípio elementar de que o ônus da prova cabe ao acusador.

É preciso dar um basta a essa escalada golpista que se assoma acima da lei e da Constituição. Com a palavra o Judiciário e o Legislativo, como deve ser numa democracia.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PSDB - Partido do Senador Dirigindo Bêbado


or José Reinaldo Carvalho *, via Portal Vermelho
Em entrevista ao jornal conservador O Estado de S.Paulo, o senador tucano Aécio Neves declarou com todas as letras e em tom arrogante que é candidato pelas forças reacionárias e neoliberais do país, por meio da legenda do PSDB, à Presidência da República em 2014. “Se esta for a vontade do partido, eu estarei pronto para disputar com qualquer candidato do campo do PT, seja Lula ou Dilma. Serão eleições com perfis diferentes e eu não temo nenhuma das duas” [candidaturas].
Com a habitual hipocrisia, o ex-governador mineiro pondera que a decisão só deve ser tomada “no amanhecer de 2013″ e diz que a opção José Serra “terá de ser avaliada por seu capital eleitoral e experiência política”. Aécio cita também os governadores Geraldo Alckmin (SP), Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR) como presidenciáveis. E aposta no papel do ex-presidente FHC na promoção da unidade do PSDB e na formulação do discurso: “O presidente FHC terá sempre um papel de orientador maior”.

sábado, 24 de setembro de 2011

Execução só é crime para os “outros”?


Por Brizola Neto, no Tijolaço
Nas últimas 24 horas, foram excutadas três pessoas, por sentença judicial
Uma no Irã: um jovem de 17 anos condenado por homicídio . Outra na China: um paquistanês condenado por tráfico de drogas.
Ambos os países merecem, por conta destas execuções, condenações internacionais por atentarem contra os direitos humanos.
A terceira pessoa foi executada nos Estados Unidos.
Troy Davis, um homem negro de 42 anos,  foi condenado à morte em 1991 pelo homicídio do policial Mark Allen Macphail em Savannah, no estado da Geórgia. Sete das nove testemunhas-chave  do julgamento de Davis retiraram ou alteraram o seu testemunho, algumas alegando coerção policial.
As dúvidas fizeram um milhão de americanos, entre eles o ex-presidente Jimmy Carter, e o próprio Papa Bento XVI pedirem a suspensão da execução. Inutilmente: Davis foi executado esta madrugada.
Direitos humanos e valores da civilização, para que se exija seu respeito universal, devem ser, também, universais.
Não podem valer só “contra” os países que destoam do coro ocidental e não valer contra o mais poderoso deles. E ainda mais quando este se arroga o direito de “polícia do mundo” a pretexto de defendê-los.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

"Mensalão" de SP e silêncio da mídia"


"Mensalão" de SP e silêncio da mídia

O deputado estadual paulista Roque Barbiere (PTB), conhecido como Roquinho, concedeu entrevista ao programa "Questão de Opinião", no site do Jornal "Folha da Região" de Araçatuba, e soltou a seguinte bomba:

*****

Entrevistador: É verdade que tá cheio de deputado que vende emenda, trabalha para empreiteira, faz lobby com prefeitura vendendo, inclusive, projetos educacionais?

Deputado: É! Não que tá cheio, tem bastante que faz isso. Não é a maioria, mas tem um belo de um grupo que vive, sobrevive e enriquece fazendo isso.

Entrevistador: De 100%, você chutaria um tanto?

Deputado: 25 a 30%.

Entrevistador: 25 a 30%... você pode citar um?

Deputado: Poderia, mas não vou ser dedo-duro e não vou citar. Mas existe! Existe ao meu lado, existe de vizinho, vejo acontecer, falo para eles, inclusive, para parar. Aviso que se um dia vier cassação do mandato deles, não vir me pedir o voto que eu vou votar para cassá-los, mas não vou dedurar.


*****

Em 2004, Roberto Jefferson fez denúncia semelhante e resultou em três CPI's, na maior cobertura midiática promovida pela imprensa dia-e-noite, sem parar, da história do Brasil.

E agora, governador Alckmin (PSDB/SP)? Vai deixar a ALESP (Assembléia Legislativa) abrir uma CPI só que seja para os supostos 70% "honestos" investigarem os "supostos 30%" corruptos denunciados pelo deputado Roquinho? Ou tem medo desse mensalão bater na porta do Palácio dos Bandeirantes?

E agora, Globo? E agora, Veja? E agora, Folha? Vão ficar caladas, protegendo a corrupção tucana, jogando a sujeira para baixo do tapete, só porque o governador Alckmin comprou com dinheiro público do contribuinte paulista R$ 9 milhões de assinaturas de seus jornais e revistas?

Na gestão anterior de Geraldo Alckmin no governo do Estado já houve uma grave denúncia de um mensalão da Nossa Caixa (o banco do governo do estado de SP na época, depois vendido) para comprar apoio de deputados estaduais mediante anúncios superfaturados em jornais e rádios pertencentes aos deputados. Foi tudo abafado e engavetado. Dessa vez será diferente?

Por sinal, cadê a OAB? Cadê a indignação do Ophir Cavalcanti?

Em tempo:

Essa denúncia do deputado já virou alvo de investigação do Ministério Público Estadual.

Pizza de chuchu expressa: Geraldo Alckmin (PSDB) já correu na imprensa amiga para engavetar as denúncias.

O deputado Roquinho é da base aliada do governador tucano (e não é dissidente).

* O Estadão, por enquanto, se dignou a publicar a notícia, apesar de já estar aceitando as "explicações" de Alckmin de forma acrítica.

"Mensalão" de SP e silêncio da mídia"


"Mensalão" de SP e silêncio da mídia

Do blog Os amigos do presidente Lula:

O deputado estadual paulista Roque Barbiere (PTB), conhecido como Roquinho, concedeu entrevista ao programa "Questão de Opinião", no site do Jornal "Folha da Região" de Araçatuba, e soltou a seguinte bomba:

*****

Entrevistador: É verdade que tá cheio de deputado que vende emenda, trabalha para empreiteira, faz lobby com prefeitura vendendo, inclusive, projetos educacionais?

Deputado: É! Não que tá cheio, tem bastante que faz isso. Não é a maioria, mas tem um belo de um grupo que vive, sobrevive e enriquece fazendo isso.

Entrevistador: De 100%, você chutaria um tanto?

Deputado: 25 a 30%.

Entrevistador: 25 a 30%... você pode citar um?

Deputado: Poderia, mas não vou ser dedo-duro e não vou citar. Mas existe! Existe ao meu lado, existe de vizinho, vejo acontecer, falo para eles, inclusive, para parar. Aviso que se um dia vier cassação do mandato deles, não vir me pedir o voto que eu vou votar para cassá-los, mas não vou dedurar.


*****

Em 2004, Roberto Jefferson fez denúncia semelhante e resultou em três CPI's, na maior cobertura midiática promovida pela imprensa dia-e-noite, sem parar, da história do Brasil.

E agora, governador Alckmin (PSDB/SP)? Vai deixar a ALESP (Assembléia Legislativa) abrir uma CPI só que seja para os supostos 70% "honestos" investigarem os "supostos 30%" corruptos denunciados pelo deputado Roquinho? Ou tem medo desse mensalão bater na porta do Palácio dos Bandeirantes?

E agora, Globo? E agora, Veja? E agora, Folha? Vão ficar caladas, protegendo a corrupção tucana, jogando a sujeira para baixo do tapete, só porque o governador Alckmin comprou com dinheiro público do contribuinte paulista R$ 9 milhões de assinaturas de seus jornais e revistas?

Na gestão anterior de Geraldo Alckmin no governo do Estado já houve uma grave denúncia de um mensalão da Nossa Caixa (o banco do governo do estado de SP na época, depois vendido) para comprar apoio de deputados estaduais mediante anúncios superfaturados em jornais e rádios pertencentes aos deputados. Foi tudo abafado e engavetado. Dessa vez será diferente?

Por sinal, cadê a OAB? Cadê a indignação do Ophir Cavalcanti?

Em tempo:

Essa denúncia do deputado já virou alvo de investigação do Ministério Público Estadual.

Pizza de chuchu expressa: Geraldo Alckmin (PSDB) já correu na imprensa amiga para engavetar as denúncias.

O deputado Roquinho é da base aliada do governador tucano (e não é dissidente).

* O Estadão, por enquanto, se dignou a publicar a notícia, apesar de já estar aceitando as "explicações" de Alckmin de forma acrítica.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A sementes e os semeadores da violência


A sementes e os semeadores da violência

O sociólogo português Boaventura de Souza Santos, que ficou muito conhecido pelo “puxão de orelhas” que deu em Fernando Henrique em plena solenidade de sua sagração como Doutor Honoris Causa na Universidade de Coimbra publica hoje um interessantíssimo artigo sobre a onda de violência na Inglaterra, que está levando aquele país à impensável situação de decretar toque de recolher.
Vale a sua leitura, para que a gente possa compreender onde estão as raízes de tal violência:
Os motins na Inglaterra são um perturbador sinal dos tempos. Está a ser gerado nas sociedades um combustível altamente inflamável que flui nos subterrâneos da vida coletiva sem que se dê conta.
Esse combustível é constituído pela mistura de quatro componentes: a promoção conjunta da desigualdade social e do individualismo, a mercantilização da vida individual e coletiva, a prática do racismo em nome da tolerância, o sequestro da democracia por elites privilegiadas e a consequente transformação da política em administração do roubo “legal” dos cidadãos. Cada um dos componentes tem uma contradição interna.
Quando elas se sobrepõem, qualquer incidente pode provocar uma explosão de proporções inimagináveis. Com o neoliberalismo, o aumento da desigualdade social deixou de ser um problema para passar a ser a solução.
A ostentação dos ricos transformou-se em prova do êxito de um modelo social que só deixa na miséria a maioria dos cidadãos porque estes supostamente não se esforçam o suficiente para terem êxito.
Isso só foi possível com a conversão do individualismo em valor absoluto, o qual, contraditoriamente, só pode ser vivido como utopia da igualdade, da possibilidade de todos dispensarem por igual a solidariedade social, quer como agentes dela, quer como seus beneficiários.
Para o indivíduo assim construído, a desigualdade só é um problema quando lhe é adversa; quando isso sucede, nunca é reconhecida como merecida. Por outro lado, na sociedade de consumo, os objetos de consumo deixam de satisfazer necessidades para as criar incessantemente, e o investimento pessoal neles é tão intenso quando se têm como quando não se têm.
Entre acreditar que o dinheiro medeia tudo e acreditar que tudo pode ser feito para obtê-lo vai um passo muito curto. Os poderosos dão esse passo todos os dias sem que nada lhes aconteça. Os despossuídos, que pensam que podem fazer o mesmo, acabam nas prisões.
Os distúrbios na Inglaterra começaram com uma dimensão racial. São afloramentos da sociabilidade colonial que continua a dominar as nossas sociedades, muito tempo depois de terminar o colonialismo político. Um jovem negro das nossas cidades vive cotidianamente uma suspeição social que existe independentemente do que ele ou ela seja ou faça.
Tal suspeição é tanto mais virulenta quando ocorre numa sociedade distraída pelas políticas oficiais da luta contra a discriminação e pela fachada do multiculturalismo.
O que há de comum entre os distúrbios da Inglaterra e a destruição do bem-estar dos cidadãos provocada pelas políticas de austeridade comandadas por mercados financeiros? São sinais dos limites extremos da ordem democrática.
Os jovens amotinados são criminosos, mas não estamos perante uma “criminalidade pura e simples”, como afirmou o primeiro-ministro David Cameron.
Estamos perante uma denúncia política violenta de um modelo social e político que tem recursos para resgatar bancos e não os tem para resgatar a juventude de uma vida sem esperança, do pesadelo de uma educação cada vez mais cara e mais irrelevante, dados o aumento do desemprego e o completo abandono em comunidades que as políticas públicas antissociais transformaram em campos de treino da raiva, da anomia e da revolta.
Entre o poder neoliberal instalado e os amotinados urbanos há uma simetria assustadora. A indiferença social, a arrogância, a distribuição injusta dos sacrifícios estão a semear o caos, a violência e o medo, e os semeadores dirão amanhã, genuinamente ofendidos, que o que semearam nada tem a ver com o caos, a violência e o medo instalados nas ruas das nossas cidades.

POSTADO POR FERNANDO BRITO

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O mercado quer que a Petrobras seja o que a Vale foi

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse hoje à Agência Reuters que a balança de derivados de petróleo da empresa terá déficit até 2015, em meio à crescente demanda e à limitação na capacidade de refino. Ou seja, que a empresa terá de importar derivados de petróleo para satisfazer o consumo brasileiro.
De outro lado, o que não ficou expresso, é que com nossa crescente produção de óleo bruto, teremos de exportá-lo, sem poder refina-lo aqui.
As pessoas menos informadas dizem: que absurdo, importar derivados e exportar petróleo.
E é mesmo, mas é uma situação da qual não se pode fugir a curto prazo. E que, de quebra, ainda é agravada pela crise do etanol.
Isso é resultado da herança maldita de duas eras que o Brasil atravessou. A que ficou conhecida como “década perdida”, os anos 80 – Governos Figueiredo e Sarney – e o neoliberalismo – Collor e Fernando Henrique .
Até que a Refinaria do Nordeste, a Abreu e Lima, comece a funcionar, no ano que vem, serão 32 anos sem que uma só nova refinaria tenha sido agregada ao parque de refino da Petrobras.
O motivo? Dois, basicamente. O primeiro, é que uma refinaria custa caríssimo – dependendo do tido e capacidade, entre 10 e 20 bilhões de dólares – consome não menos de quatro ou cinco anos para ser implantadas.Tanto que você não vê nenhuma multi falando em fazer refinaria no Brasil. Negativo, querem é concessão para furar poços e extrair petróleo. Beneficiá-lo é coisa para “gente fina”, país desenvolvido.
A segunda razão, claro, é que o país – na recessão ou na “roda presa”, não crescia e, assim, etanol e gás natural completavam as necessidades que surgiam, basicamente o transporte automotivo e a geração sazonal de energia.
Escrevi, ontem, sobre o assunto, um texto que explicava que a Petrobras luta para corrigir este crime cometido contra o Brasil. E luta contra o mercado, ávido por lucros rápidos, que não tem compromisso com o desenvolvimento harmônico do Brasil.
O texto, na íntegra, pode ser lido no blog Projeto Nacional, mas transcrevo aqui um trecho:
“O Brasil precisa, desesperadamente, de novas refinarias de petróleo para chegar perto – chegar perto, prestem atenção – da demanda interna.
Sob pena de se tornar um exportador de petróleo bruto e importador de petróleo refinado.
Igualzinho ao que a “lógica de mercado” nos fez viver, exportando ferro e importando aço.
A Petrobras fez das tripas coração para cumprir seu papel de empresa de mercado, sem deixar de ser empresa de país, do nosso país.
Cortou onde podia cortar. Reduziu e restringiu aos ótimos negócios suas operações no exterior.; Está sofrendo com a falta de ação no mercado de etanol e, como se não bastasse, tendo de investir num setor onde a operação foge de sua cultura empresarial.
Porque, vocês sabem, como o álcool é negócio privado, onde vale o preço de mercado, enquanto que a gasolina, para a Petrobras, tem preço “de governo”.
A Petrobras está segurando a rebordosa nos preços da gasolina nas refinarias e enfrentando toda a sanha dos que procuram e acham espaço na mídia para bater na nossa petroleira.
O que eles não dizem é que querem que ela se lixe para o Brasil, como durante dez anos fez a Vale.
É por isso que refino de petróleo é uma palavra maldita para o “mercado”.
E bendita para o Brasil.”

quinta-feira, 9 de junho de 2011

PSDB e DEM não elegem candidatos Negros

Quinta-feira, 9 de junho de 2011

Você sabia? PSDB e DEM não elegem candidatos para a bancada negra no Congresso
Segundo matéria publicada no site Congresso em Foco em 28 de Outubro de 2010 sobre o balanço das eleições legislativa de 3 de outubro, a maioria dos negros eleitos para o Senado e para a Câmara dos Deputados é do PT, PSB, PCdoB e PSol, entre outras legendas progressistas. O PSDB e o DEM não tiveram nenhum candidato negro eleito.

Na avaliação do diretor da ONG Educafro, frei David dos Santos, não se trata de mera coincidência. "Os partidos de direita não investiram financeiramente em qualquer campanha de povo negro, todos os eleitos são de esquerda ou centro-esquerda. Os partidos que não amam o negro apenas o usam", comenta.

O ativista também denuncia casos de falsas promessas a lideranças negras. "Alguns partidos vão à periferia, formam lideranças, prometem muito dinheiro para campanha, mas esse dinheiro nunca aparece e os candidatos acabam tendo de bancar, do próprio bolso, suas candidaturas. No fim, não conseguem o número mínimo de votos para se eleger, por terem feito campanha fraca", explica.

Mas o número de votos recebidos pelos candidatos negros mostra que, impulsionado principalmente pela mobilização de suas bases populares, o movimento aumenta, aos poucos, sua relevância na sociedade. Com base em informações do Instituto de Política, Gestão Pública e Empresarial e Tecnologias Apropriadas (Ipogetec) de Brasília, 22 milhões de pessoas votaram em candidatos negros, 19,86% do total de votos computados e 21,74% do total de votos válidos.

"Segundo o IBGE, 51,3% da população brasileira é afro-descendente, somos maioria, porém sub-representados na Câmara e no Senado Federal.

A Educafro pretende conversar com dirigentes do DEM e do PSDB, para viabilizar a participação do negro no processo eleitoral. "Não queremos mais ser usados como massa para captar votos e depois eleger sempre os mesmo caciques dos partidos. O eleitor tem que ver o partido em que está votando. Se elegeu negro e índio, é um partido sério. Se só elegeu branco, é partido que discrimina", diz frei David.

Para o Congresso em Foco, "não se pode esquecer que o DEM tem questionamentos graves no Supremo Tribunal Federal sobre a política de cotas, o ProUni e as terras destinadas às comunidades quilombolas no Brasil".

Ao ser procurada, a assessoria do PSDB disse desconhecer a fonte de consulta que declara a raça dos candidatos.

Novela Cesare Battisti

A decisão do STF,  ao não permitir a intromissão do governo italiano em assuntos internos brasileiros, transcende a personalidade de Cesare Battisti. Ainda que ele fosse o monstro que seus inimigos dizem ser, ainda que seus crimes fossem – como afirma o governo italiano – de reles latrocínio, a decisão de negar sua extradição é de estrita soberania brasileira. O Tratado de Extradição, com todo o respeito pelo advogado Nabor Bulhões, que representa a Itália, e é um dos mais respeitados profissionais de nosso país, prevê, claramente, que cabe à parte requerida considerar se os crimes cometidos são, ou não, políticos. O presidente Lula, depois de ouvir  seus assessores jurídicos – o que seria dispensável, diante da clareza do texto do acordo, decidiu negar a extradição. O presidente agiu conforme as suas prerrogativas constitucionais. O Supremo, sem embargo disso, e diante de certas dúvidas, esperou a chegada de mais um membro do colégio julgador para, enfim, reconhecer o óbvio, e, na preliminar, não acatar o governo italiano como parte no pleito. O artigo III do Tratado relaciona os casos em que “a extradição não será concedida”, e a letra “e” estabelece um deles: “Se o fato, pelo qual é pedida, for considerado, pela parte requerida, crime político”. A parte requerida, o Brasil, pela mais alta autoridade do Estado, considerou os delitos de Battisti como políticos. Logo, não há o que se discutir.

As nações, como as pessoas, não podem transigir em questões de princípio, como as de sua absoluta autodeterminação em assuntos internos. É da tradição imemorial dos Estados o direito de admitir a presença de qualquer estrangeiro ou negá-la, sem dar razões de seu arbítrio. O governo italiano tem negado a admissão de cidadãos brasileiros em seu território, sem ficha criminal alguma, e de forma violenta,  sem dar as razões de sua recusa. O nosso governo não lhe nega tal direito, embora reclame da forma desumana com que as autoridades italianas e de outros países europeus tratam os cidadãos portadores de passaportes brasileiros. As fronteiras nacionais são como os muros de nossa casa. Quando recebemos nela um hóspede, não temos por que explicar aos vizinhos as nossas razões. Podemos, é certo, impor-lhe algumas restrições, como as impusemos a Battisti, pelo fato de entrar em nosso país com um passaporte falso. Mas, como sabem todos os que passaram pela perseguição política, os documentos falsos são, muitas vezes, a única saída. Lembro-me do desabafo de um exilado português que, viajando da Romênia para a Hungria –  países então socialistas – ao apresentar seu passaporte, ouviu do policial a recusa, sob o argumento, verdadeiro, de que o passaporte era falso. O português retrucou, no ato: “Você queria que ele fosse verdadeiro?”.

(…)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O churrasquinho tem lá o seu valor

Rodrigo Vianna: O churrasquinho tem lá o seu valor
http://www.viomundo.com.br/wp-content/uploads/2011/05/isopor.jpg
Los Angeles, o churrasquinho de Higienópolis e a civilização imperfeita!
publicada quinta-feira, 12/05/2011 às 04:34 e atualizada quinta-feira, 12/05/2011 às 05:04
Enquanto transitava feito alma penada pelas “freeways” de Los Angeles – essas avenidas assépticas, artérias de uma cidade estranha e dominada pelo automóvel -, recebi com alegria a notícia de que em São Paulo prepara-se um histórico churrasquinho em frente ao shopping Higienópolis.
O que uma coisa tem a ver com a outra? Vou tentar explicar…
A gente tem mania de dizer que o brasileiro, e o paulistano em particular, é elitista, preconceituoso, excludente. Tudo isso tem uma ponta de verdade. Tudo isso encontra amparo na nossa história secular de desigualdade. Mas ao olhar para Los Angeles – para a tristeza e a pasmaceira dessa gente nas ruas limpas e vazias – senti uma ponta de orgulho de ser brasileiro.
Sim. Vamos lembrar…
Em Nova York e Washington, jovens foram às ruas duas semanas atrás para “comemorar” o assassinato de Bin Laden. Foi um espetáculo triste. E não vi outros jovens – nas universidades, nas escolas, nas associações ou Igrejas desse imenso país da América do Norte – terem a coragem de ir pra rua e dizer: “alto lá; Bin Laden é (ou era) um assassino; mas até os criminosos têm direito a um processo legal, essa é a base da democracia”.
Não. Os Estados Unidos abriram mão disso. Trocaram Justiça por Vingança. E quem ousou protestar ficou isolado. Os Estados Unidos são um gigante combalido. E um gigante combalido é perigoso.
O Império do Norte foi duramente golpeado em 2001, pelo ataque covarde às torres gêmeas. Depois, teve sua economia golpeada com a crise de 2008 (fruto de desregulação alucinada dos “mercados”, que tomaram de assalto o Estado fundado por George Washington). A eleição de Obama parecia redenção, enganou muita gente. Mas Obama já jogou no lixo o discurso (e a pose de) modernizador, e contentou-se com o papel de cowboy.
Vocês viram a cena insólita de Obama caminhando pela Casa Branca depois de anunciar que a “justiça foi feita”, logo após o ataque no Paquistão? Patético. Obama virou Bush. Um simulacro de Bush.
Comparemos com o Brasil. Nesse mesmo período, de 2002 pra cá, nosso país elegeu um operário. Depois, reelegeu o operário. Enterrou assim o complexo de vira-lata. Muita gente temia (e havia os que torciam descaradamente para que isso acontecesse) que um homem do povo não desse conta do recado. Lula deu conta. Mais que isso: tirou 20 milhões de brasileiros da miséria, fortaleceu o mercado interno, freou o processo de desmonte do Estado, pôs o Brasil no centro das decisões internacionais, devolveu auto-estima ao povo brasileiro.
Lula cometeu muitos erros. Sem dúvida. Mas ajudou a fundar um novo Brasil. E nosso ex-presidente é um líder conhecido e admirado no mundo inteiro. Ando por Los Angeles, e quando digo que sou do Brasil costumo ouvir: “Uau, it´s cool”. Algo como: “Uau, que bacana”.
Os Estados Unidos são uma potência. Ninguém duvida. Mas são uma potência triste.
O atual presidente deles é um negro que chegou ao poder carregando esperança de renovação. Afundou-se no conservadorismo dos cowboys. A nossa atual presidente é uma mulher, ex-guerrilheira – que segue os passos de Lula.
O último ex-presidente deles é Bush Jr. O nosso, é Lula.
E o churrasquinho? Ah, isso tem tudo a ver com Lula…
O churrasquinho, como se sabe, é a reação bem-humorada a esse bando de infelizes que fez lobby para não ter Metrô perto de casa, em São Paulo. Tudo aconteceu em Higienópolis, condado habitado (santa coincidência) por FHC. Uma senhora, moradora do condado de Higienópolis, chegou a explicar porque não queria o Metrô: é que isso traz gente “diferenciada” pro bairro.
Seguiram-se reações indignadas. Ótimo! O brasileiro indigna-se. Não aceitamos mais a boçalidade elitista. Vejam que o Prates (aquele comentarista tosco da RBS) perdeu o emprego ao dizer que qualquer “analfabeto” podia ter carro. Agora, a turma de Higienópolis apanha por ter feito a opção demofóbica. Isso é muito bom.
E digo mais. Ótimo que – em vez de agressões, pancadas ou cascudos – a turma elitista receba como contragolpe um churrasquinho! Essa é uma lição para o mundo. É uma saída genial. Diante do preconceito, reagimos com escárnio, não com violência.
Nos Estados Unidos, isso seria impensável. Olho pras ruas tristes de Los Angeles, para os condomínios sem alma da cidade, para as calçadas limpíssimas de Santa Mônica (o balneário aqui bem próximo da capital do Cinema), e me orgulho do Brasil.
Podemos dar ao mundo o exemplo de uma civilização imperfeita, que não pretende (e nem consegue) ser limpa, higiênica, asséptica. Somos um país forte, que pode ser rico, mas seguirá cheio de defeitos.
Aceitá-los, como se aceita camelôs e gente “diferenciada” na porta de casa, é um exercício saudável para evitar nazismos, fascismos e bushismos.
Tantas vezes confrontado pela elite brasileira que não aceitava ser governada por um “diferenciado”, Lula não partiu pro confronto, nem tentou derrubar a bastilha. Lula reagia sempre com o churrasquinho.
O churrasquinho é como se o povo, como fez Lula durante 8 anos, dissesse pra essa elite tosca: “não queremos ser iguais a vocês… Vocês é que deviam ser iguais a nós. Venham, sejam brasileiros! Venham pro nosso churrasquinho, aproximem-se! No Brasil, há espaço até para elitistas boçais.”
Somos uma civilização imperfeita. É o melhor que podemos oferecer ao mundo.
Somos um país que responde ao preconceito com churrasquinho! Viva o Brasil.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Madame não acha mais empregada doméstica. Que horror !


Madame não acha mais
empregada doméstica. Que horror !

    Publicado em 06/02/2011
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O motorista da madame no ato de contratar empregada doméstica
Saiu na Folha (*), na capa do caderno dito “ Cotidiano”:

“Achar doméstica vira desafio na metrópole”.

“Famílias antes acostumadas a contar com serviços dentro de casa têm de adaptar hábitos ou pagar salários melhores (que horror ! Salário melhor, onde já se viu ? – PHA )”

“Brasil tende a seguir caminho dos países desenvolvidos, onde contratar empregada é luxo …”

“Especialista” da Folha diz que a culpa é o aumento das oportunidades de trabalho e de educação.

Imagina, amigo navegante, elas agora estudam !

Que horror !

Navalha
Amigo navegante entra numa oficina mecânica para consertar o carro.

Vê um carro ali parado, na frente da oficina.

Ele nunca tinha visto esse carro ali, antes. 

Pergunta ao mecânico que o serve há anos.

De quem é esse carro ?, ele pergunta.

É meu, responde o mecânico.

Este ansioso blogueiro vai tomar café da café na Padaria Aracaju e sente falta do pernambucano que serve na parte de fora, onde ficam o Armênio Guedes e seu chapéu de palha.

Cadê o rapaz que ficava lá fora, aquele pernambucano mal humorado ?, pergunto à garçonete (também mal humorada).

Voltou para Pernambuco. Vai abrir o boteco dele.

Que horror !

O mecânico tem um carro melhor do que o do cliente.

O pernambucano vai embora de São Paulo para abrir o negócio próprio na terra dele.

A madame tem que pagar salário melhor do que a remuneração de senzala que pagava.

Esse Nunca Dantes, realmente.

Olha só o que ele foi fazer !

Nunca que a Madame de Higienópolis vai perdoar ele !

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.